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Alta nos preços de proteínas alternativas pressiona consumidores em abril

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Alta nos preços de proteínas alternativas pressiona consumidores em abril

Conflito internacional e aumento nos custos de produção impactam ovos, frango e carne suína no Brasil

Por: Camaçari Notícias

Foto: Camaçari Notícias

Os principais substitutos da carne bovina, como ovos, frango e carne suína, devem registrar aumento de preços nos supermercados ao longo de abril, pressionando ainda mais o orçamento das famílias brasileiras.

O cenário de alta está diretamente ligado a fatores externos, especialmente ao conflito no Oriente Médio em 2026, que tem provocado instabilidade em rotas comerciais estratégicas, como o Estreito de Ormuz. A região é considerada um dos principais corredores do transporte global de mercadorias, e as tensões recentes têm afetado a logística internacional.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal, o fechamento da área em março agravou gargalos logísticos, encarecendo o escoamento de produtos e impactando mercados relevantes, como o brasileiro.

Além do aumento no frete, a produção também tem enfrentado custos mais elevados. Insumos essenciais, como fertilizantes e transporte, registraram alta de até 30%, refletindo diretamente no preço final dos alimentos.

Outro fator que contribui para a elevação dos preços é o encarecimento das embalagens, setor que depende de matérias-primas importadas e também foi afetado pela crise internacional.

Mesmo com a oferta de ovos considerada estável em relação a anos anteriores, a procura por proteínas mais acessíveis aumentou. Diante da pressão econômica, muitos consumidores passaram a priorizar alternativas mais baratas no dia a dia, o que intensifica a demanda e pressiona os preços.

Os reflexos das tensões geopolíticas já são sentidos no Brasil e, segundo especialistas, não devem desaparecer no curto prazo. Enquanto persistirem os problemas logísticos globais, a tendência é de manutenção dos preços em níveis elevados.

Na prática, isso significa que até mesmo as opções tradicionalmente mais econômicas devem pesar mais no bolso do consumidor nas próximas semanas.

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