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Novas regras do Minha Casa, Minha Vida entram em vigor e ampliam acesso ao crédito imobiliário

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Novas regras do Minha Casa, Minha Vida entram em vigor e ampliam acesso ao crédito imobiliário

Mudanças nas faixas do programa favorecem principalmente a classe média e facilitam o acesso à casa própria.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Reprodução/Sara Silva

Passam a valer nesta quarta-feira (22) as novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida, trazendo mudanças que ampliam o acesso ao financiamento imobiliário em todo o país. As medidas foram aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS e atualizam tanto os limites de renda familiar quanto os valores máximos dos imóveis que podem ser financiados.

Com a reformulação, o programa passa a contemplar famílias com renda mensal de até R$ 13 mil, incluindo uma nova faixa voltada à classe média. Além disso, os tetos dos imóveis foram ampliados: na Faixa 3, o valor máximo sobe para R$ 400 mil, enquanto na Faixa 4 chega a R$ 600 mil.

Segundo a Caixa Econômica Federal, responsável pela operação do programa, as mudanças também trazem impacto direto nas condições de financiamento. Famílias que antes estavam em faixas superiores podem ser reenquadradas, garantindo acesso a juros mais baixos e reduzindo o custo total do crédito ao longo do tempo.

Na prática, famílias com renda próxima de R$ 3 mil, por exemplo, passam a se enquadrar em condições mais vantajosas, com redução nas taxas de juros. A diminuição mínima é de 0,25 ponto percentual, o que pode representar economia significativa ao longo do contrato.

Novos limites de renda por faixa:
Faixa 1: até R$ 3.200
Faixa 2: até R$ 5.000
Faixa 3: até R$ 9.600
Faixa 4: até R$ 13.000

Valores máximos dos imóveis:
Faixas 1 e 2: até R$ 275 mil (variando conforme a região)
Faixa 3: até R$ 400 mil
Faixa 4: até R$ 600 mil

As faixas 1, 2 e 3 continuam contando com subsídios do governo e taxas de juros reduzidas. Já a Faixa 4, criada para atender a classe média, não possui subsídio direto, mas oferece condições facilitadas de financiamento, com juros menores que os praticados no mercado tradicional.

As taxas variam de acordo com a renda familiar, partindo de cerca de 4% ao ano para as faixas mais baixas e podendo chegar a 10% ao ano na nova faixa. Os prazos de pagamento seguem estendidos, podendo alcançar até 35 anos.

Como ficam os juros

Além disso, os interessados podem simular o financiamento por meio do site ou aplicativo da Caixa, informando renda, valor do imóvel e localização para verificar enquadramento, taxas e possíveis subsídios.

A expectativa do governo é que as mudanças impulsionem ainda mais o setor habitacional. Para 2026, a meta é atingir 3 milhões de contratos, fortalecida pelo aumento do orçamento e pela melhora nas condições de crédito. O programa já responde por uma parcela relevante dos lançamentos imobiliários no país e deve manter o ritmo de crescimento com as novas regras.

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