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Mercado de trabalho brasileiro registra expansão com 228 mil novos empregos em março
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País alcança marca de 49 milhões de vínculos ativos; setor de Serviços lidera contratações com 152 mil novas vagas
Por: Camaçari Notícias
Foto: Vitor Vasconcelos/Secom PR
O mercado de trabalho formal no Brasil apresentou um desempenho robusto em março de 2026, com a geração de 228.208 novos empregos com carteira assinada. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, via Novo Caged. O resultado, fruto de 2,52 milhões de admissões frente a 2,29 milhões de desligamentos, consolida a trajetória de crescimento econômico no primeiro trimestre do ano.
Com o fechamento dos dados de março, o Brasil encerra o primeiro trimestre de 2026 com um acumulado de 613.373 novas vagas formais. Quando analisado o recorte dos últimos 12 meses (abril/2025 a março/2026), o saldo é ainda mais expressivo, atingindo 1.211.455 postos de trabalho criados.
Atualmente, o país ostenta um estoque recorde de 49.082.634 vínculos formais ativos, representando uma alta de 2,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento é nítido quando comparado a março de 2025, época em que foram geradas apenas 79.994 vagas, evidenciando uma aceleração no ritmo de contratações.
No cenário das Unidades da Federação, o saldo foi positivo em 24 das 27 UFs. Os estados do Sudeste lideraram o volume absoluto de contratações:
São Paulo: +67.876 vagas;
Minas Gerais: +38.845 vagas;
Rio de Janeiro: +23.914 vagas.
Em termos de crescimento proporcional (variação relativa), estados do Norte e Nordeste assumiram o protagonismo. O Acre liderou com alta de 0,92%, seguido por Roraima (0,88%) e Piauí (0,86%). Na contramão, registraram saldos negativos Alagoas (-5.243), Mato Grosso (-1.716) e Sergipe (-338), influenciados por sazonalidades regionais.
Quatro dos cinco grandes grupos econômicos apresentaram variação positiva em março. O setor de Serviços segue como a principal locomotiva do emprego no Brasil, gerando 152.391 postos (+0,6%), com forte tração em áreas administrativas, educação e saúde.
A Construção Civil ocupou o segundo lugar com 38.316 postos, impulsionada por obras de infraestrutura e edifícios. Já a Indústria contribuiu com 28.336 vagas, com destaque para o processamento de fumo e biocombustíveis. O Comércio, em fase de estabilização, gerou 27.267 empregos. O único saldo negativo veio da Agropecuária (-18.096), reflexo da desmobilização sazonal nas safras de maçã, soja e laranja.
A geração de empregos em março foi inclusiva, com saldo positivo para mulheres (132.477) e homens (95.731). Um dado relevante é a participação da juventude: 72,6% das novas vagas foram ocupadas por jovens de até 24 anos. No quesito escolaridade, profissionais com ensino médio completo dominaram as contratações (183.037 vagas).
No recorte étnico-racial e de nacionalidade:
Pardos: 142.228 vagas;
Brancos: 68.663 vagas;
Pretos: 33.823 vagas;
Estrangeiros: 3.972 novos vínculos.
Quanto à remuneração, o salário médio real de admissão fixou-se em R$ 2.350,83. Embora tenha apresentado uma leve retração de 0,7% em relação a fevereiro, o valor representa um ganho real de 1,8% (+R$ 41,80) quando comparado a março de 2025, sinalizando uma melhora gradual no poder de compra do trabalhador recém-contratado.
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