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Desemprego sobe para 6,1%, mas segue no menor nível da história para o período, aponta IBGE

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Desemprego sobe para 6,1%, mas segue no menor nível da história para o período, aponta IBGE

Mesmo com alta no trimestre, taxa de desocupação mantém o menor patamar já registrado para o período desde 2012, segundo o IBGE.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026, segundo dados da PNAD Contínua divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (30). O índice subiu em relação ao trimestre anterior, mas ainda representa o menor nível já registrado para esse período desde o início da série histórica, em 2012.

O número de pessoas desocupadas chegou a 6,6 milhões, com alta de 19,6% na comparação trimestral, o que representa mais 1,1 milhão de brasileiros sem trabalho. Em relação ao mesmo período de 2025, houve queda de 13%, com redução de 987 mil desocupados.

A população ocupada somou cerca de 102 milhões de pessoas. O total caiu 1% no trimestre, mas avançou 1,5% em um ano, o que indica recuperação no longo prazo.

O nível de ocupação ficou em 58,2%, com recuo de 0,7 ponto percentual frente ao trimestre anterior e leve alta de 0,4 ponto na comparação anual. Segundo o IBGE, o comportamento é influenciado por fatores sazonais típicos do início do ano, especialmente em setores como comércio e educação, que costumam reduzir contratações temporárias nesse período.

A taxa de subutilização da força de trabalho foi de 14,3%. O indicador subiu no trimestre, mas recuou em relação ao ano anterior. Já a população fora da força de trabalho somou 66,5 milhões de pessoas. O grupo dos desalentados, formado por quem desistiu de procurar emprego, ficou em 2,7 milhões, com queda significativa na comparação anual.

No mercado de trabalho formal, o número de empregados com carteira assinada permaneceu estável em 39,2 milhões. Já os trabalhadores sem carteira somaram 13,3 milhões, com queda no trimestre. O total de trabalhadores por conta própria ficou em 26 milhões.

A informalidade atingiu 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de pessoas, com leve recuo tanto no trimestre quanto na comparação anual.

Os rendimentos continuam em alta. O rendimento médio habitual chegou a R$ 3.722, o maior da série histórica, com avanço de 1,6% no trimestre e 5,5% em um ano. A massa de rendimentos também cresceu e atingiu R$ 374,8 bilhões.

Entre os setores com maior crescimento de renda estão comércio, construção, serviços e administração pública, com destaque para atividades de informação e serviços profissionais, que registraram os maiores ganhos percentuais no período.

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