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Governo abre crédito suplementar de R$ 20,5 bilhões e direciona recursos ao Minha Casa, Minha Vida
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Medida do Ministério do Planejamento e Orçamento destina maior parte dos recursos ao programa Minha Casa, Minha Vida, além de contemplar áreas como segurança pública, agricultura e sistema financeiro.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O Ministério do Planejamento e Orçamento abriu um crédito suplementar de R$ 20,5 bilhões no Orçamento Fiscal da União para reforçar as dotações de diferentes órgãos do Poder Executivo federal. A medida foi oficializada por meio da Portaria GM/MPO nº 246/2026, publicada nesta segunda-feira (22).
Do total autorizado, R$ 20 bilhões serão destinados ao financiamento de operações de crédito dentro do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, com o objetivo de ampliar o acesso à moradia em todo o país.
Segundo o texto, a maior parte do crédito suplementar será viabilizada pela incorporação de superávit financeiro apurado no balanço patrimonial de 2025, que soma R$ 20 bilhões. Esses recursos são provenientes da capitalização e das destinações do Fundo Social. Outros R$ 503,3 milhões serão obtidos por meio da anulação de dotações orçamentárias já previstas.
Distribuição dos recursos
Além do reforço ao programa habitacional, o crédito suplementar contempla diferentes áreas da administração pública federal, entre elas:
R$ 205,6 milhões para o Fundo Penitenciário Nacional, destinados à gestão do sistema prisional e melhorias estruturais;
R$ 56,3 milhões para o Ministério da Agricultura e Pecuária, voltados ao fortalecimento do setor agropecuário;
R$ 45 milhões para o Banco Central do Brasil, destinados à formulação da política monetária e supervisão do sistema financeiro;
R$ 40 milhões para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, voltados à recuperação de créditos e representação judicial da União;
R$ 7 milhões para o Fundo Nacional de Segurança Pública, destinados a ações de prevenção e enfrentamento à criminalidade.
Outros órgãos da administração federal também foram contemplados com valores menores, incluindo a Presidência da República, ministérios e autarquias. Parte dos recursos será viabilizada por meio do cancelamento de dotações orçamentárias em diferentes áreas do governo.
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