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Copom avalia inflação acima da meta e projeta juros altos por período prolongado após corte da Selic

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Copom avalia inflação acima da meta e projeta juros altos por período prolongado após corte da Selic

Ata do Copom aponta piora na inflação, revisão de projeções e defesa de política monetária mais restritiva mesmo após redução da Selic para 14,25%.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Adriano Machado/Reuters

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, avalia que o cenário econômico exige manutenção da taxa básica de juros em nível elevado por mais tempo, mesmo após a recente redução da Selic para 14,25% ao ano.

A posição foi detalhada na ata divulgada nesta terça-feira (23), na qual o colegiado aponta piora nas condições inflacionárias desde a última reunião. O documento registra avanço da inflação cheia e das medidas subjacentes, além de expectativas acima da meta para os próximos anos.

Segundo o Copom, o IPCA já ultrapassa o limite superior do objetivo oficial de inflação. O texto também indica revisão das projeções para 2026, 2027 e 2028, que seguem em patamar considerado pressionado.

“Em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado”, afirma a ata.

Mesmo diante da piora no quadro inflacionário, o comitê reforça que a redução da Selic foi tomada em linha com práticas de política monetária, levando em conta fatores como choques no preço do petróleo e impactos climáticos associados ao El Niño.

O documento destaca ainda que decisões não devem responder de forma automática a variações pontuais de preços, sobretudo quando influenciadas por choques de oferta. O Copom afirma que o cenário exige cautela diante das incertezas econômicas.

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