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Prévia da inflação registra deflação de 0,10% na Região Metropolitana de Salvador em julho
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Primeira queda do IPCA-15 em oito meses foi impulsionada pela redução nos preços dos alimentos e do vestuário, aponta IBGE
Por: Camaçari Notícias
Foto: Vitor Vasconcelos/Secom PR
A prévia da inflação de julho na Região Metropolitana de Salvador apresentou queda de 0,10%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a primeira deflação registrada na região após oito meses consecutivos de alta.
O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial do país e reflete os preços coletados entre os dias 17 de junho e 15 de julho.
Apesar da retração registrada no mês, o índice acumulado na Região Metropolitana de Salvador alcança alta de 3,73% entre janeiro e julho de 2026, acima da média nacional, que ficou em 3,51%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a inflação na região soma 4,25%, abaixo do índice brasileiro, de 4,52%.
O resultado de julho foi influenciado pela queda média nos preços de cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados. O principal impacto veio do grupo Alimentação e Bebidas, que registrou deflação de 0,68%, interrompendo uma sequência de oito meses de aumento nos preços.
A redução foi puxada pelos alimentos consumidos no domicílio, que tiveram queda média de 0,98%. Entre os produtos com maior recuo estão o tomate (-15,17%), a batata-inglesa (-5,94%), o café moído (-2,99%) e as carnes em geral (-0,74%).
Em sentido contrário, a alimentação fora do domicílio continuou em alta, com avanço de 0,19%, impulsionado principalmente pelo aumento de 0,26% no preço das refeições, como almoço e jantar.
O grupo Vestuário apresentou a maior deflação do período, com queda de 1,54%, exercendo a segunda maior influência para a redução do custo de vida na região. Os preços das roupas recuaram 1,89%, com destaque para as peças femininas (-3,13%) e masculinas (-1,79%).
Por outro lado, os maiores aumentos foram registrados nos grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,80%) e Despesas Pessoais (0,44%). Entre os itens que mais pressionaram a inflação estão os perfumes (2,81%), os medicamentos (0,82%), especialmente os destinados ao tratamento de hipertensão e colesterol elevado (2,58%), além dos serviços de empregados domésticos (0,55%) e de cabeleireiros e barbeiros (1,02%).
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