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Com EBITDA recorde, Acelen prepara novos equipamentos para aumentar produção de diesel na Bahia
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Refinaria administrada pela Acelen processou 95,1 milhões de barris em 2025 e terá novos equipamentos para elevar a produção de diesel.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Divulgação
A Refinaria de Mataripe, na Bahia, deve entrar em uma nova etapa de investimentos com foco no aumento da produção de diesel. Administrada pela Acelen, empresa controlada pelo Mubadala Capital, a unidade apresentou resultados recordes em 2025 e acumulou US$ 191,6 milhões em ganhos com o Programa de Melhoria de Lucros (PIP) entre 2022 e 2025.
O desempenho do programa representou um ganho de US$ 2,17 por barril de petróleo refinado. A estratégia reuniu ações para elevar a produtividade, reduzir o consumo de água, energia e combustíveis, aperfeiçoar a logística, ampliar o uso de ferramentas digitais e automação e diminuir emissões decorrentes das operações.
Com os resultados obtidos, a Acelen pretende manter a metodologia em novos projetos industriais. Entre os investimentos planejados estão a compra e instalação de equipamentos destinados ao aumento da produção de diesel, iniciativas para recuperação de gases de processo e medidas voltadas à redução das emissões operacionais.
O avanço ocorre depois de um dos melhores anos da história recente da refinaria. Em 2025, Mataripe processou 95,1 milhões de barris de petróleo bruto, maior volume anual registrado desde que a Acelen assumiu a administração da unidade, em 2021.
A taxa média de utilização operacional chegou a 86%. No mesmo período, o EBITDA da companhia cresceu 12% e alcançou US$ 504 milhões, maior resultado registrado pela empresa.
Os custos totais também recuaram. A despesa ficou em US$ 776 milhões, uma redução de 12% na comparação com o período anterior. Já o custo médio de processamento caiu de US$ 9,80 para US$ 8,10 por barril.
Parte desse resultado veio da melhoria da eficiência energética, do maior aproveitamento da estrutura industrial e da redução de despesas logísticas. A companhia também registrou queda nos gastos com sobrestadia de navios, conhecida como demurrage, e reduziu operações de transferência de carga entre embarcações, o chamado ship-to-ship.
A dragagem do canal de acesso ao terminal marítimo de Madre de Deus passou a permitir a atracação direta de embarcações de grande porte, como os petroleiros da classe Suezmax.
Com a mudança, a operação deixou de depender, em determinados casos, do alívio de carga realizado em alto-mar. A medida reduziu etapas logísticas e ajudou a diminuir os custos relacionados ao transporte e à movimentação do petróleo.
A expansão planejada para Mataripe ocorre em um mercado brasileiro que ainda depende de grandes volumes de diesel importado.
Dados apresentados pela Acelen apontam que o Brasil importou 17,1 bilhões de litros do combustível em 2025, volume quase 20% superior ao registrado no ano anterior.
A refinaria baiana tem capacidade instalada para processar até 302 mil barris de petróleo por dia e responde por aproximadamente 14% da capacidade brasileira de refino.
A unidade era conhecida como Refinaria Landulpho Alves (RLAM) quando pertencia à Petrobras. A venda para a Acelen foi concluída em 2021, dentro do processo de desinvestimentos da estatal.
Enquanto prepara novos investimentos no refino tradicional, a Acelen também desenvolve uma frente voltada aos combustíveis renováveis.
A divisão Acelen Renováveis iniciou, em 2026, o desenvolvimento de uma biorrefinaria integrada na Bahia baseada no óleo da macaúba. O projeto prevê a produção de combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel renovável (HVO).
A estimativa é de investimentos de aproximadamente US$ 3 bilhões, com capacidade projetada para produzir 1 bilhão de litros de biocombustíveis por ano.
O empreendimento também prevê a formação de uma cadeia agrícola para o cultivo e processamento da macaúba em áreas de pastagens degradadas na Bahia e em Minas Gerais.
Com as duas frentes, a Acelen projeta uma expansão que combina o aumento da capacidade de produção de derivados de petróleo em Mataripe com a entrada em uma cadeia de combustíveis de origem renovável.
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