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IPCA desacelera em julho com queda nos alimentos; energia elétrica é destaque de alta
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IPCA avançou 0,07% no mês, menor resultado que o registrado em junho.
Por: Camaçari Notícias
Foto: REUTERS/Paulo Whitaker
A inflação oficial do Brasil perdeu força em julho e registrou alta de 0,07%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração em relação a junho, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) havia avançado 0,16%.
Com o resultado de julho, a inflação acumulada em 2026 chegou a 3,44%. No período de 12 meses encerrado no mês, o índice ficou em 4,44%, abaixo dos 4,64% registrados até junho.
O comportamento dos preços foi marcado por movimentos distintos. Enquanto a alimentação ajudou a conter a inflação, a energia elétrica residencial exerceu a maior pressão individual sobre o índice.
Alimentos aliviam o bolso
O grupo Alimentação e bebidas registrou queda de 0,67% em julho. O resultado foi influenciado principalmente pelos alimentos consumidos em casa, que ficaram 1,14% mais baratos.
Entre os produtos que apresentaram as maiores quedas estão o tomate, com recuo de 29,09%, a batata-inglesa, que caiu 19,59%, e a cenoura, com redução de 14,41%. O café moído também ficou mais barato, com queda de 2,45%.
O tomate foi o item que mais contribuiu para segurar o IPCA no mês.
Nem todos os alimentos, porém, acompanharam esse movimento. O preço do leite longa vida subiu 2,47%, enquanto as frutas ficaram 1,20% mais caras.
Para quem optou por comer fora de casa, o cenário foi diferente. A alimentação fora do domicílio subiu 0,55%, contra uma alta de 0,15% em junho. Os lanches tiveram aumento de 0,76%, enquanto as refeições ficaram 0,42% mais caras.
Conta de luz lidera pressão sobre o IPCA
O grupo Habitação apresentou a maior alta entre os segmentos pesquisados, com avanço de 0,99% em julho, acelerando em relação ao 0,63% registrado no mês anterior.
A principal razão foi a energia elétrica residencial, que subiu 3,09%, contra 1,53% em junho. Sozinha, a conta de luz respondeu por 0,13 ponto percentual do IPCA de julho, sendo o item que mais pressionou a inflação no período.
O IBGE considerou reajustes aplicados em diferentes cidades. Em São Paulo, uma concessionária elevou as tarifas em 8,85% a partir de 4 de julho. Em Porto Alegre, o aumento foi de 14,89%, enquanto Curitiba teve reajuste de 19,55%.
A cobrança também continuou influenciada pela bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Ainda no grupo Habitação, a taxa de água e esgoto subiu 0,40%, refletindo reajustes em Salvador, Porto Alegre, Brasília e Rio Branco. Já o gás encanado apresentou queda de 0,04%, resultado de uma redução média de 2% nas tarifas do Rio de Janeiro.
Veja a variação dos grupos
Alimentação e bebidas: -0,67%
Habitação: 0,99%
Artigos de residência: 0,07%
Vestuário: -0,66%
Transportes: 0,05%
Saúde e cuidados pessoais: 0,40%
Despesas pessoais: 0,22%
Educação: -0,03%
Comunicação: 0,04%
Saúde e passagens aéreas também sobem
O grupo Saúde e cuidados pessoais teve alta de 0,40%. Os produtos de higiene pessoal ficaram 0,64% mais caros, com o perfume entre os principais destaques, ao registrar aumento de 1,04%.
Os planos de saúde subiram 0,42%, refletindo os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Nos Transportes, a variação foi positiva em 0,05%. As passagens aéreas tiveram forte alta, de 11,67%, mas o impacto foi amenizado pela redução dos preços dos combustíveis.
O etanol caiu 2,26%, a gasolina recuou 1,37%, o diesel teve redução de 1,22% e o gás veicular ficou 0,08% mais barato.
Diferenças entre as regiões
Entre os locais pesquisados pelo IBGE, Rio Branco apresentou a maior alta de preços em julho, de 0,32%. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento das passagens aéreas e da energia elétrica.
Na outra ponta, Belém registrou a maior queda, de 0,45%, puxada principalmente pela redução dos preços da gasolina e do açaí.
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