Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Notícias

/

Economia

/

Entre aluguel, comida e contas básicas, 53% dos trabalhadores terminam o mês no vermelho

Economia

Entre aluguel, comida e contas básicas, 53% dos trabalhadores terminam o mês no vermelho

Levantamento mostra que 53% dos profissionais não conseguem quitar todas as despesas e 47% recorrem a alternativas para fechar as contas.

Por: Camaçari Notícias

Foto: ©iStock/BongkarnThanyakij

Mais da metade dos trabalhadores brasileiros enfrenta dificuldades para chegar ao fim do mês com dinheiro suficiente para pagar todas as despesas. É o que aponta um levantamento da Serasa Experian divulgado nesta terça-feira (18). Segundo a pesquisa, 53% dos entrevistados afirmam ficar sem recursos antes de conseguir quitar todos os compromissos financeiros.

O índice é próximo ao registrado no ano passado, quando 54% dos trabalhadores disseram enfrentar a mesma situação. Entre os entrevistados que não conseguem fechar o mês no azul, 47% afirmam recorrer a algum recurso ou alternativa adicional para equilibrar as contas. Outros 6% ficam sem dinheiro e não conseguem adotar nenhuma medida extra.

A pesquisa ouviu 1.008 profissionais de empresas públicas e privadas, entre trabalhadores com carteira assinada e pessoas que atuam como PJ. As entrevistas foram realizadas pela internet entre 12 e 30 de junho. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.

Alimentação pesa no orçamento

Entre os trabalhadores que não conseguem chegar ao fim do mês com dinheiro suficiente, a alimentação aparece como o principal gasto apontado, citada por 78% dos entrevistados.

Na sequência estão as contas de consumo, como água, luz e gás, mencionadas por 72%. Também foram citados financiamentos de imóveis ou veículos (44%), roupas, utilidades e outros itens de consumo (43%), empréstimos (33%) e estudos (22%).

Cada participante poderia indicar até três tipos de despesas que mais pressionam o orçamento.

Endividamento afeta saúde e trabalho

O levantamento também investigou os efeitos provocados por dificuldades financeiras enfrentadas nos últimos cinco anos.

Na vida pessoal, irritabilidade e insônia foram relatadas por 44% dos entrevistados. Também apareceram entre as consequências alterações de peso, depressão, dores físicas e isolamento social.

No ambiente profissional, 51% afirmaram ter enfrentado estresse, enquanto 46% relataram exaustão extrema ou esgotamento físico. Outros 35% perceberam redução da capacidade de atenção e 33% disseram ter registrado queda de produtividade.

Aluguel consome quase metade da renda

A dificuldade de equilibrar as contas também faz parte da rotina do estudante universitário Pietro Nascimento, de 24 anos. Ele deixou a casa da família há pouco mais de um ano para morar sozinho em São Paulo, buscando mais independência e proximidade do trabalho.

Segundo ele, praticamente toda a renda mensal é comprometida com as despesas. O aluguel representa a maior parcela do orçamento.

“Só o aluguel consome quase metade da minha renda. Cerca de R$ 2.000 de um salário de R$ 4.500”, afirmou.

Apesar de ter o desejo de comprar um imóvel, Nascimento diz que ainda não conseguiu avançar nesse plano. “Continuo pesquisando imóveis mais baratos e formas de financiamento”, relatou.

Educação financeira é apontada como alternativa

Para especialistas da Serasa, a educação financeira pode ajudar os trabalhadores a lidar com a pressão sobre o orçamento.

Délber Lage, CEO da SalaryFits, empresa da Serasa Experian, avalia que a manutenção do índice de um ano para outro revela uma dificuldade persistente.

Segundo ele, a falta de margem financeira pode levar trabalhadores a buscar alternativas para complementar a renda ou financiar despesas do cotidiano.

Siga o CN1 no Google Notícias e tenha acesso aos destaques do dia.

Relacionados