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Paralisação dos bancários: veja como ficam pagamentos, salários e atendimento nesta quinta

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Paralisação dos bancários: veja como ficam pagamentos, salários e atendimento nesta quinta

Agências podem ter atendimento reduzido ou ser fechadas, mas Pix, aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos e correspondentes continuam como alternativas.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Cris Faga/NurPhoto/Getty Images

Bancários de todo o Brasil realizam nesta quinta-feira (20) uma paralisação de 24 horas em meio ao impasse nas negociações da Campanha Nacional Unificada de 2026. O movimento pode afetar o atendimento presencial nas agências, mas não interrompe os principais serviços bancários digitais, que permanecem disponíveis aos clientes.

Na prática, quem precisa pagar contas, fazer transferências ou movimentar a conta não precisa necessariamente ir a uma agência. Aplicativos dos bancos, internet banking, Pix, caixas eletrônicos e correspondentes bancários podem ser utilizados para operações que não dependem do atendimento presencial.

Contas que vencem nesta quinta-feira precisam ser pagas

A paralisação não altera os prazos de vencimento de contas e boletos. Por isso, quem tem algum pagamento previsto para esta quinta-feira deve procurar os canais digitais ou outras alternativas disponíveis para evitar juros e multas.

O consumidor que encontrar uma agência fechada ou com atendimento reduzido pode recorrer ao aplicativo ou ao internet banking da instituição financeira. Para serviços disponíveis presencialmente, os caixas eletrônicos e correspondentes bancários também podem ser alternativas.

E o pagamento dos salários?

A paralisação também não significa que salários deixarão de ser creditados. Pagamentos programados eletronicamente continuam sendo processados normalmente, de acordo com os procedimentos de cada instituição.

Assim, trabalhadores que recebem salário por meio de depósito bancário não devem ter o crédito automaticamente interrompido por causa da paralisação. A movimentação dos valores também pode ser feita pelos canais digitais dos bancos.

Atendimento nas agências pode ser afetado

A principal consequência para os clientes está no atendimento presencial. Como a adesão ao movimento ocorre entre os trabalhadores, algumas agências podem funcionar normalmente, enquanto outras podem ter atendimento reduzido ou permanecer fechadas durante a paralisação.

Para operações que possam ser realizadas de forma digital, a recomendação é priorizar aplicativos, internet banking e Pix, evitando deslocamentos desnecessários.

Por que os bancários decidiram paralisar?

A paralisação foi aprovada nas assembleias realizadas na segunda-feira (17), diante do impasse entre a categoria e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Entre as reivindicações estão aumento real dos salários, mudanças na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), reajuste do vale-refeição e do vale-alimentação e valorização do piso de entrada.

Na terça-feira (18), a Fenaban retirou três propostas que haviam provocado forte reação dos trabalhadores: reajustes diferentes de acordo com a faixa salarial, valores distintos para os benefícios conforme a cidade e congelamento do piso de ingresso para novos bancários.

As propostas haviam sido rejeitadas por 97% da categoria. Mesmo com a retirada dos pontos, o principal impasse permaneceu: os bancos não apresentaram um índice de reajuste salarial na rodada de negociação.

Os trabalhadores também reivindicam a suspensão das demissões, indenização adicional em casos de desligamento e programas de qualificação e requalificação profissional.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a Fenaban teria sinalizado positivamente para algumas dessas reivindicações, mas ainda não apresentou uma proposta concreta.

Bancos tentaram evitar a paralisação

Durante a negociação de terça-feira, a Fenaban pediu uma pausa e condicionou a continuidade das conversas à desistência da paralisação marcada para esta quinta-feira. O Comando Nacional dos Bancários não aceitou a condição.

Outro ponto de divergência é a chamada ultratividade, mecanismo que permite a manutenção dos direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho enquanto um novo acordo não é fechado. A Fenaban rejeitou o pedido e, segundo a Contraf-CUT, a questão pode chegar ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Uma nova reunião da Fenaban com o setor está prevista para sexta-feira (21), enquanto as negociações com o Comando Nacional dos Bancários serão retomadas na segunda-feira (24).

Lucros dos bancos entram na disputa

Os trabalhadores também utilizam o desempenho financeiro do setor como argumento nas negociações. Segundo dados divulgados pela Contraf-CUT, os bancos registraram lucro de R$ 171 bilhões em 2025 e encerraram o ano com patrimônio líquido de R$ 1,2 trilhão.

A categoria também aponta uma redução da participação da PLR nos bancos privados. De acordo com os dados apresentados pela entidade, a parcela distribuída correspondia a 14% em 1995 e passou para uma média de 5,9% em 2025. Na Caixa Econômica Federal, o percentual chegou a 15% da CCT, enquanto no Banco do Brasil ficou em 11%.

Outro dado apresentado pelos trabalhadores mostra que, entre 2015 e 2025, o setor fechou 88 mil postos de trabalho e 9,5 mil agências. No mesmo período, os cinco maiores bancos aumentaram em 49% o número de contratos com correspondentes bancários.

Confira as principais datas

20 de agosto: paralisação nacional de 24 horas dos bancários;

21 de agosto: reunião da Fenaban com o setor;

24 de agosto: retomada das negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban.

O que o cliente deve fazer?

Quem precisa pagar contas ou realizar operações bancárias nesta quinta-feira deve priorizar os canais digitais. Pix, aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos e correspondentes bancários continuam sendo alternativas para diferentes tipos de transação.

O ponto principal é que a paralisação não suspende automaticamente os vencimentos. Portanto, contas e boletos que vencem nesta quinta-feira devem ser pagos dentro do prazo para evitar a cobrança de encargos.

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