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Desemprego cai para 5,3% e Brasil bate recorde com 103,5 milhões de pessoas trabalhando
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Taxa recuou 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em maio e também na comparação com agosto de 2025.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Divulgação/PMMC
O Brasil chegou a 103,5 milhões de pessoas ocupadas no trimestre encerrado em agosto de 2026, o maior número já registrado pela série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No mesmo período, a taxa de desemprego ficou em 5,3%, uma queda de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em maio, quando o índice era de 5,6%. Na comparação com agosto de 2025, a redução também foi de 0,3 ponto percentual.
O levantamento divulgado nesta terça-feira (29) aponta que 5,8 milhões de pessoas estavam desempregadas no país. O contingente caiu 4,6% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a 281 mil pessoas a menos. Em um ano, a redução foi de 4,9%, com 300 mil desempregados a menos.
A população ocupada cresceu 0,8% no trimestre, com 774 mil pessoas a mais trabalhando. Na comparação anual, a alta foi de 1%, o equivalente a 1,1 milhão de trabalhadores.
Segundo o analista da PNAD William Kratochwill, indústria e construção foram os setores que mais contribuíram para o crescimento da ocupação.
“A indústria passou por um período de redução no último ano, teve alguma estabilidade e, agora, volta a apresentar crescimento. Esse recorte já reflete um momento em que o mercado consegue avaliar o desempenho do ano e começa a colocar em prática o planejamento para o segundo semestre”, explica o especialista.
De acordo com o analista, a indústria costuma se movimentar antes de períodos de maior venda no comércio, já que as empresas precisam elevar a produção e os estoques para atender à demanda. Ele também apontou que os níveis de emprego e rendimento contribuem para sustentar o consumo.
Carteira assinada chega a novo recorde
O número de empregados do setor privado com carteira assinada, sem contar os trabalhadores domésticos, também atingiu o maior nível da série histórica.
Foram 39,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada no trimestre até agosto. O número ficou estável em relação aos três meses anteriores e também na comparação com o mesmo período de 2025.
O país tinha ainda 13,7 milhões de empregados sem carteira assinada e 26,1 milhões de trabalhadores por conta própria. O número de trabalhadores domésticos chegou a 5,5 milhões.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.777, permanecendo estável no trimestre e crescendo 3,7% em um ano.
Já a massa de rendimento real habitual chegou a R$ 385,6 bilhões, o maior valor da série histórica. Houve alta de 1,4% no trimestre, com acréscimo de R$ 5,2 bilhões, e de 4,8% em um ano, com aumento de R$ 17,5 bilhões.
Informalidade atinge 37,5% dos trabalhadores
Mesmo com o avanço da ocupação, a informalidade continua representando uma parcela significativa do mercado de trabalho. A taxa ficou em 37,5%, correspondente a 38,8 milhões de trabalhadores informais.
No trimestre encerrado em maio, a taxa era de 37,3%, com 38,3 milhões de trabalhadores nessa condição. Há um ano, o índice estava em 38%, quando 38,9 milhões de pessoas trabalhavam na informalidade.
Subutilização e desalento recuam no ano
A taxa composta de subutilização ficou em 13,1%, próxima dos 13,3% registrados no trimestre anterior. Em relação a agosto de 2025, houve queda de 1 ponto percentual.
O grupo de pessoas subutilizadas somou 15 milhões, número estável no trimestre e 6,5% menor na comparação anual.
Já a população subocupada por insuficiência de horas chegou a 4,3 milhões de pessoas, estável em relação aos três meses anteriores e 6,2% abaixo do registrado um ano antes.
O número de pessoas desalentadas ficou em 2,4 milhões, estável no trimestre e 11,9% menor na comparação anual. A taxa de desalento foi de 2,1%. A população fora da força de trabalho somou 66,4 milhões de pessoas, sem variação significativa no trimestre e com alta de 0,9% em um ano.
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