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Economia
Por: Sites da Web
Prédio da Petrobras no Centro do Rio - Pedro Teixeira / Agência O Globo
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira um novo programa de demissão voluntária aberto a todos os funcionários, independentemente de idade e tempo de empresa. Segundo a estatal, o objetivo é “adequar sua força de trabalho às necessidades do Plano de Negócios e Gestão, buscando otimizar a produtividade e reduzir custos com foco no alcance das metas”. O período de inscrições começa no próximo dia 11 e vai até 31 de agosto.
Segundo a estatal, cerca de 12 mil empregados têm condições de se aposentar. Se esse total aderir ao programa, o corte de pessoal representará 21% dos 57 mil funcionários da Petrobras controladora. Considerando essa estimativa de adesão, o custo previsto para a implantação do programa é de R$ 4,4 bilhões. Já a economia esperada com as demissões é de R$ 33 bilhões até 2020. A petroleira diz que o novo plano de desligamento vai preservar o “efetivo necessário à continuidade operacional da companhia e ajuste de pessoal em todas as áreas”.
A Petrobras tem buscado reduzir custos num cenário de queda nos preços do petróleo e de alto endividamento. E na quarta-feira anunciou a redução de sete para seis no número de diretorias, assim como mudanças no modelo de governança e gestão, com corte de 43% nas funções gerenciais em áreas não operacionais ou 2.279 cargos. No último dia 21, a petroleira anunciou um prejuízo recorde de quase R$ 37 bilhões no quarto trimestre de 2015, afetado por baixas contábeis devido ao preço do petróleo em baixa e à perda do grau de investimento. Em 2015, a estatal teve uma perda de R$ 34,8 bilhões, ante prejuízo de R$ 21,6 bilhões em 2014.
PRIMEIRA ETAPA
A primeira etapa do programa de demissão voluntária da Petrobras foi lançada em janeiro de 2014 e já concluiu 6.254 desligamentos. Segundo a estatal, outros 1.055 empregados inscritos naquele ano devem deixar a companhia até maio de 2017. Em maio de 2014, a estatal informou que 12% de seu efetivo aderiram ao programa.
Os benefícios oferecidos na nova etapa não foram divulgados. Em 2014, os funcionários que optassem pelo desligamento receberiam de R$ 180 mil a um teto de R$ 600 mil pela adesão. O teto, no entanto, poderia ser ultrapassado no caso dos profissionais que ficassem sete meses no processo de transição previsto pelo programa.
O programa de demissão voluntária de 2014, diferentemente do de agora, incluía os empregados com 55 anos de idade ou mais. E só poderiam aderir ao plano quem ja estivesse aposentado pelo INSS e trabalhando na companhia e quem tinham tempo e idade para se aposentar, mas ainda não o tinha feito.
O primeiro programa de demissão voluntária da Petrobras ocorreu em maio de 1998. Na ocasião, em meio à abertura do setor à concorrência, o plano envolvia funcionários com até 20 anos de trabalho e era voltado apenas para as áreas com excesso de pessoal. Antes disso, em 1990, Luís Octávio da Motta Veiga, então presidente da Petrobras, promoveu a demissão de cerca de 16 mil funcionários.
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