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Saiba onde investir seu dinheiro em tempos de crise

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Saiba onde investir seu dinheiro em tempos de crise

Por: Sites da Web

“Crise” é a palavra da vez, tendo assustado muita gente. Apesar do contexto negativo ao qual a palavra costuma estar associada, economistas enxergam de outra forma: para quem não está endividado, quem pretende investir, o cenário, na verdade, é favorável.
Para os especialistas, o importante é entender que o que dá certo para uma pessoa não funcionará necessariamente para outra. Além disso, estar bem esclarecido com relação ao tipo de retorno que se deseja (a curto, médio ou longo prazo) já é um pontapé inicial na escolha da modalidade de investimento.


Os LCI e LCA são incentivados pelo Governo Federal, tendo isenção do Imposto de Renda para pessoa física, costumando obter retornos superiores ao da caderneta de poupança.
Na prática, quem investe em LCI está emprestando dinheiro ao banco para financiar o setor imobiliário, enquanto no LCA o valor segue ao setor de agronegócio.
Outra vantagem é por se tratar de um investimento de baixo risco. E por isso, Tiago Andrade recomenda que as pessoas busquem os bancos de menor porte.


Essas instituições costumam oferecer maiores taxas de retorno ao investidor. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) também protege os valores em caso de quebra do banco em investimentos de até R$ 250 mil.
O Tesouro Direto é um programa que dá condições de investir em títulos da dívida federal. “Ele está emprestando dinheiro para o governo e é remunerado por isso”, traduz consultor Arthur Lemos. 


Também de baixo risco, os títulos públicos têm taxas de retorno atrativas. Há três grandes categorias: títulos prefixados, para quem acredita que a taxa acordada será maior que a taxa de juros básica da economia (Selic); pós-fixados indexados à inflação; e pós-fixados indexados à taxa Selic.


O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é ainda outra possibilidade. São títulos nominativos emitidos pelos bancos e vendidos como forma de captação de recurso. No caso, o investidor está emprestando dinheiro para quem emitiu o título, podendo ser um banco ou uma empresa.


Os juros do empréstimo são o rendimento do investidor. Esses podem ser prefixados, pós-fixados ou flutuantes, quando mudam de acordo com a variação de um índice.


Ainda há outras possibilidades menos recomendadas, como o Fundos de Renda Fixa Referenciados DI. Essa modalidade tem uma boa liquidez, mas as taxas de administração trazem uma rentabilidade não atrativa.
Imóveis – Há quem diga que entrar no setor de imóveis é sempre um ganho. Para Tiago, houve um crescimento no setor de imóveis nos últimos 10 anos, mas que não devem ser repetidos. Segundo o analista, estatísticas apontam que está havendo uma queda na rentabilidade da área.


Arthur Lemos também destaca que é mais um dos casos que se exige cautela. “O investidor tem que conhecer não só o imóvel, mas a região precisa ter a compreensão de valorização da propriedade nos próximos anos”, ele ressalta, lembrando que há uma oferta maior que a demanda, o que resulta em redução de preço.


Apesar disso, o consultor ressalta dois pontos: “É preciso que se observe o valor das taxas de administração, entrada e saída. Algumas previdências, levando em consideração esses valores, não são tão competitivas. E é algo de longuíssimo prazo”.
Ações – É consenso entre os especialistas que para entrar no mercado de ações é preciso saber com o que está lidando. “Pode entrar, mas vai ser preciso estudar. Tem que entender muito bem”, comenta o assessor de investimento da Athena Investimentos, Tiago Andrade. 


Ele não recomenda fazer especulação, sendo preciso conhecer a empresa da qual está se tornando sócio. “Há muitas ações desvalorizadas, que exigem uma análise para comprá-las e conseguir sair ganhando”, completa Tiago.
Poupança – Não é o momento para apostar na caderneta de poupança por um motivo muito simples: o rendimento atual é inferior à inflação. Com isso, por mais que o valor depositado aumente, o consumidor vai perder poder de compra. 

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