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Influenciador “Diogo 305” deixa prisão por decisão da Justiça após apreensão de 500 munições de fuzil em resort de luxo em Busca Vida
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Decisão reconheceu excesso de prazo na prisão preventiva.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Reprodução
A Justiça da Bahia determinou a soltura do influenciador digital conhecido como “Diogo 305”, preso em fevereiro durante a terceira fase da operação Falsas Promessas. A decisão foi cumprida nesta terça-feira (17), após o reconhecimento de excesso de prazo na prisão preventiva.
A informação foi confirmada pela defesa do investigado, que apontou manifestação favorável do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) ao relaxamento da prisão. O influenciador estava detido há cerca de um mês, desde que foi localizado em um resort de luxo em Busca Vida, na orla de Camaçari.
Ele é investigado por posse ou porte ilegal de arma de fogo, acessório ou munição de uso restrito. No momento da prisão, policiais apreenderam mais de 500 munições de fuzil, além de dinheiro em espécie, joias, celulares e relógios de alto valor.
No início deste mês, a Justiça havia decidido manter a prisão preventiva. A defesa sustentou que o influenciador possui registro como CAC (Colecionador, Atirador e Caçador) desde 2021 e que, à época dos fatos, não existiriam limitações territoriais para o transporte de armamentos e munições.
Entretanto, as guias de tráfego apresentadas foram emitidas apenas em 2025 e estabeleciam restrição de deslocamento exclusivamente entre o endereço do investigado e um clube de tiro localizado em São Paulo. Após nova análise do pedido de habeas corpus, o Judiciário reconsiderou a medida e autorizou a liberdade.
O camarote associado ao influenciador, instalado no circuito Barra-Ondina durante o Carnaval deste ano, foi interditado na véspera da festa sob suspeita de ser utilizado para lavagem de dinheiro proveniente da exploração ilegal de rifas online.
Segundo a Polícia Civil, o espaço passou a ser utilizado como ponto estratégico de observação da folia após a intervenção policial. Os ingressos comercializados variavam entre R$ 927 e R$ 1.108, enquanto o passaporte para todos os dias do evento chegava a R$ 4,8 mil.
De acordo com o delegado responsável pelas investigações, o grupo investigado teria operado um esquema estruturado de lavagem de capitais por meio de empresas de fachada, intermediadoras de pagamento e pessoas interpostas, movimentando valores considerados incompatíveis com as atividades declaradas.
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