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Bahia
A definição sobre a paralisação deve ocorrer nos próximos dias.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Bruno Guena/BNews
O aumento contínuo do preço do diesel voltou a tensionar o sistema de transporte público na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O Sindicato dos Rodoviários da Região Metropolitana (Sindmetro) informou, nesta quarta-feira (18), que avalia aderir à paralisação nacional dos caminhoneiros prevista para os próximos dias.
Segundo o presidente da entidade, Mário Cléber, a insatisfação da categoria está relacionada à avaliação de que as medidas anunciadas pelo governo federal ainda não produziram efeitos concretos na redução do custo do combustível, considerado um dos principais fatores de pressão sobre o setor de transporte coletivo.
Além das ações federais, o sindicato também direciona críticas ao governo da Bahia, cobrando a revisão da carga tributária estadual incidente sobre o diesel. De acordo com a entidade, os impostos estaduais chegam a R$ 1,17 por litro, valor apontado como um dos responsáveis pelo encarecimento das operações das empresas de transporte.
Em nota, o Sindmetro afirmou que empresas do setor já trabalham com a possibilidade de restrições operacionais, incluindo diminuição de horários e redução da frota em circulação. Caso o cenário se confirme, municípios da RMS que dependem do transporte coletivo poderão enfrentar dificuldades de deslocamento, sobretudo nos horários de maior demanda.
"É importante destacar que as empresas já estão se organizando para reduzir horários e o número de veículos. Se essa decisão for colocada em prática, dezenas de rodoviários poderão ser demitidos, pois o conflito parece longe de uma resolução", informou o Sindimetro em nota oficial.
Outro ponto destacado pela categoria envolve os impactos trabalhistas decorrentes da crise. O sindicato manifestou preocupação com possíveis demissões e solicitou garantias formais ao sindicato patronal para impedir desligamentos durante o período de instabilidade. Mário Cléber declarou que a entidade não aceitará dispensas sem justa causa devidamente comprovada.
A eventual adesão à paralisação ainda depende de aprovação em assembleia da categoria. Se confirmada, a greve deverá ocorrer inicialmente por 24 horas.
No âmbito federal, o governo anunciou recentemente um pacote de medidas para conter a escalada dos preços dos combustíveis. Entre as iniciativas está a zeragem das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, medida que pode resultar em redução estimada de R$ 0,32 por litro ao consumidor.
Também foi editada uma medida provisória que prevê o pagamento de subvenção no mesmo valor a produtores e importadores, com o objetivo de equilibrar o mercado. Outra ação adotada foi a criação de uma tributação sobre a exportação de petróleo, estratégia voltada ao estímulo do refino interno e ao reforço do abastecimento nacional.
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