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Bahia dispara na liderança da energia limpa e se firma como referência global na transição energética
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Estado alcança 93,6% de matriz renovável, atrai mais de R$ 150 bilhões em investimentos e transforma o semiárido com geração de emprego e inovação.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Onlyyouqj/Freepik
A Bahia passou, nos últimos três anos, por uma das maiores expansões energéticas do país e assumiu a liderança nacional na geração de energia renovável. Com crescimento acelerado da capacidade instalada, avanço de políticas públicas voltadas à transição energética e forte atração de investimentos privados, o estado ampliou sua participação no setor e hoje opera com 93,6% da matriz elétrica baseada em fontes limpas.
Atualmente, as fontes renováveis representam 93,6% da matriz energética baiana, um índice considerado de excelência em escala global. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) apontam que o estado conta com 616 empreendimentos em operação, somando 21,9 gigawatts (GW) de potência instalada. Desse total, 381 são usinas eólicas, responsáveis por 11,83 GW, e 101 são solares, com capacidade de 2,97 GW.
O crescimento é ainda mais expressivo quando comparado ao cenário de 2023. À época, a Bahia operava com cerca de 280 usinas eólicas e solares, totalizando aproximadamente 8 GW. Em 2026, esse número saltou para 482 usinas dessas duas fontes, com capacidade próxima de 15 GW — quase o dobro em apenas três anos. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), mais de 400 protocolos de intenções foram firmados nesse período, com previsão de investimentos superiores a R$ 150 bilhões e a implantação de 127 novos parques.
A liderança baiana também se reflete no desempenho nacional. A partir de 2024, o estado passou a responder por 60% de toda a nova capacidade eólica instalada no país, com 48 dos 76 parques inaugurados no período. A geração atingiu 35,59 terawatts-hora (TWh), superando estados tradicionalmente fortes no setor, como Rio Grande do Norte e Piauí. Em agosto daquele ano, a produção eólica chegou a suprir 129% do consumo de energia do Nordeste, permitindo a exportação do excedente para outras regiões do Brasil.
Além da expansão física, o governo estadual avançou na criação de políticas públicas estruturantes. Em 2023, foi instituído um grupo de trabalho intersetorial em parceria com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), com foco em dar maior agilidade, segurança jurídica e sustentabilidade ao setor. Já em 2025, foi sancionada a Lei nº 25.437/2024, que criou o Protener, a primeira Política Estadual de Transição Energética do país, com diretrizes voltadas ao desenvolvimento de hidrogênio de baixa emissão de carbono, biocombustíveis e inovação tecnológica.
Na área do hidrogênio verde, a Bahia também saiu na frente ao lançar o Plano Estadual do H2V e publicar o primeiro Atlas de Hidrogênio Verde do mundo, fortalecendo sua posição como destino estratégico para investidores internacionais. Os avanços foram apresentados em eventos globais como a COP 28, em Dubai, o World Hydrogen Summit, em Roterdã, e a COP 30, em Belém, reforçando o protagonismo baiano na agenda climática.
Outro marco importante foi a chegada da montadora chinesa BYD a Camaçari, com a inauguração, em outubro de 2025, da maior fábrica de veículos elétricos da América Latina. O investimento amplia a estratégia de industrialização verde, integrando a produção de energia limpa com mobilidade sustentável e prevendo, ainda, a instalação de unidades voltadas ao processamento de lítio e ferro fosfato.
Para enfrentar desafios logísticos, como o escoamento da energia produzida, o estado também apoia projetos de infraestrutura, a exemplo do Serra Dourada, integrante do PAC federal. Com investimento de R$ 3,2 bilhões, a iniciativa prevê a construção de cinco linhas de transmissão em 500 kV, totalizando 1.097 quilômetros, conectando o Oeste baiano ao Norte de Minas Gerais e beneficiando cerca de 20 municípios.
Os impactos econômicos e sociais já são visíveis, especialmente no semiárido. De acordo com a SDE, o setor de energias renováveis gerou mais de 167 mil empregos diretos e indiretos até fevereiro de 2025, com destaque para municípios como Sento Sé, Morro do Chapéu, Caetité e Campo Formoso. Estudos da FGV-IBRE indicam que cidades com parques eólicos registraram crescimento médio de 21% no PIB e aumento de 20% no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). O governo também investiu na qualificação profissional, em parceria com o SENAI Bahia, e em programas de inclusão de mulheres no setor.
As perspectivas para os próximos anos reforçam a tendência de crescimento. A carteira de projetos já aprovados soma 1.162 empreendimentos, com capacidade total de 45,66 GW — mais que o dobro do que está atualmente em operação. No segmento solar, há previsão de implantação de 17,5 GW até 2030, com potencial de gerar até 748 mil empregos e atrair cerca de R$ 90 bilhões em investimentos. Já o hidrogênio verde deve ganhar escala industrial, com foco na exportação e na descarbonização do Polo Petroquímico de Camaçari.
Com uma matriz elétrica altamente renovável, forte atração de investimentos, geração de empregos e presença crescente no cenário internacional, a Bahia se consolida como o principal motor da energia limpa no Brasil, transformando o setor em um dos pilares do desenvolvimento econômico e sustentável do estado.
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