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Bahia
Documento já foi emitido por 23,8% da população baiana e supera 55,8 milhões de registros em todo o país
Por: Camaçari Notícias
Foto: Divulgação/MGI
A Bahia já contabiliza 3,5 milhões de emissões da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), número que representa 23,8% da população do estado até o dia 12 de junho. Em todo o Brasil, mais de 55,8 milhões de cidadãos já emitiram o novo documento, de acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
A primeira via da CIN é gratuita e está disponível em todos os estados brasileiros. Para solicitar o documento, o cidadão deve apresentar a certidão de nascimento ou de casamento. Atualmente, são emitidas, em média, 39,6 mil carteiras por dia no país, o equivalente a cerca de 1,13 milhão por mês. Apenas nos primeiros dias de junho de 2026, foram registradas 782,6 mil novas emissões.
A Carteira de Identidade Nacional substitui o antigo Registro Geral (RG) e utiliza o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como número único de identificação. A mudança elimina a possibilidade de uma mesma pessoa possuir diferentes números de identidade em unidades federativas distintas, reduzindo duplicidades e aumentando a confiabilidade dos registros públicos.
Entre as principais inovações da CIN está a adoção de mecanismos modernos de segurança, como o QR Code, que permite a verificação rápida da autenticidade do documento por meio de aplicativo gratuito. A ferramenta também possibilita a consulta das informações contidas na versão física da carteira.
O documento também é integrado aos sistemas biométricos de identificação, reforçando a segurança dos cidadãos e contribuindo para um acesso mais seguro a serviços públicos e benefícios sociais.
Além disso, a CIN está integrada à plataforma GOV.BR, ampliando o acesso aos serviços digitais do Governo Federal. Com a nova identidade, o cidadão pode obter uma conta nível Ouro, considerada o mais alto grau de segurança da plataforma, além de utilizar o documento para recuperar o acesso à conta em situações como perda ou troca de aparelho celular.
Para realizar a recuperação da conta, é necessário manter o aplicativo GOV.BR atualizado, possuir a versão física da CIN e realizar o reconhecimento facial e a leitura do QR Code do documento. Após a validação dos dados, um código de confirmação é enviado por e-mail ou SMS para concluir o procedimento.
Outra vantagem da nova identidade é a versão digital disponível no aplicativo GOV.BR. Após receber o documento físico, o cidadão pode acessar a plataforma e baixar a versão digital da CIN, facilitando a identificação em viagens e em outras situações do cotidiano.
A carteira digital também permite a inclusão de diversos documentos e registros, como Título de Eleitor, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), identidade funcional, certificado militar, PIS/PASEP, NIS e NIT, desde que apresentados no momento da solicitação.
Considerada um dos pilares da Infraestrutura Pública Digital de Identificação Civil, a CIN deverá contribuir para a modernização dos cadastros governamentais e para a melhoria das bases de dados utilizadas na administração pública.
Em abril deste ano, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) estabeleceu um novo cronograma para a adoção do documento na concessão e renovação de benefícios sociais. Pessoas sem cadastro biométrico deverão emitir a CIN a partir de janeiro de 2027. Já os cidadãos que possuem biometria registrada na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte terão a obrigatoriedade do documento a partir de janeiro de 2028.
A validade da Carteira de Identidade Nacional depende da faixa etária do titular. Para crianças com até 12 anos incompletos, o prazo é de cinco anos. Entre 12 e 60 anos incompletos, a validade é de dez anos. Já para pessoas com mais de 60 anos, o documento possui validade indeterminada.
A CIN também foi desenvolvida de acordo com padrões internacionais de identificação e conta com uma zona de leitura mecânica (MRZ), semelhante à utilizada em passaportes. O recurso permite o uso do documento em viagens para países que mantêm acordos com o Brasil, como os integrantes do Mercosul.
Apesar disso, a carteira não substitui o passaporte para viagens a destinos internacionais fora dos acordos vigentes.
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