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Guerra de Espadas em Senhor do Bonfim depende de aval para espaço e certificação dos artefatos, diz MP

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Guerra de Espadas em Senhor do Bonfim depende de aval para espaço e certificação dos artefatos, diz MP

Manifestação cultural prevista para o São João só poderá ocorrer após aprovação do espadódromo e liberação das espadas conforme normas de segurança.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Reprodução/TV Bahia

A realização da tradicional Guerra de Espadas em Senhor do Bonfim, no norte da Bahia, ainda depende da aprovação do espaço destinado ao evento e da certificação dos artefatos que serão utilizados. A informação foi confirmada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que acompanha os preparativos para a retomada da manifestação cultural de forma regularizada em 2026.

Segundo o órgão, uma área está em fase de vistoria e adequação para receber o evento. No entanto, a Guerra de Espadas só poderá acontecer após o cumprimento de dois requisitos considerados fundamentais: a aprovação do local pelos órgãos competentes e a certificação das espadas que serão utilizadas pelos participantes.

A expectativa do MP-BA é que os festejos ocorram dentro das regras estabelecidas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado em dezembro de 2025 entre o Ministério Público, a Prefeitura de Senhor do Bonfim e a Associação Cultural dos Espadeiros.

O acordo tornou Senhor do Bonfim o único município da Bahia com autorização formal para realizar a tradição, desde que sejam cumpridas uma série de exigências de segurança.

Entre as medidas previstas está a realização da Guerra de Espadas em um espaço específico, conhecido como “espadódromo”. O local deve ser isolado e manter distância segura de hospitais, escolas, residências e postos de combustíveis. Também precisa contar com iluminação de emergência, rotas de fuga sinalizadas, brigadistas, pontos de primeiros socorros e estrutura para atendimento médico.

O TAC determina ainda que apenas espadas produzidas de acordo com as normas técnicas do Exército Brasileiro poderão ser utilizadas. Para isso, a Associação Cultural dos Espadeiros deverá apresentar o Certificado de Registro (CR) do fabricante e submeter os artefatos à vistoria prévia.

O Ministério Público informou que acompanha as tratativas em conjunto com órgãos de segurança pública, a Prefeitura de Senhor do Bonfim, o Corpo de Bombeiros e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA). O objetivo é conciliar a preservação da tradição cultural com a segurança dos participantes e da população.

O descumprimento das cláusulas previstas no acordo pode resultar em multa diária de R$ 20 mil para a prefeitura e para a associação responsável pela organização.

As exigências foram estabelecidas diante dos riscos relacionados ao uso de fogos durante os festejos juninos. Dados da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) apontam que, entre 18 e 25 de junho de 2025, foram registrados 72 atendimentos relacionados às festas juninas no estado. Desse total, 24 ocorreram por queimaduras provocadas por fogos de artifício ou fogueiras, enquanto 48 tiveram relação com explosões de bombas.

O número superou o registrado no mesmo período de 2024, quando houve 66 ocorrências. O Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, concentrou a maior parte dos atendimentos, com 53 pacientes. Também foram registrados casos em unidades de saúde de Santo Antônio de Jesus, Juazeiro, Jequié e Barreiras.

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