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Bahia lidera geração de empregos no Nordeste com micro e pequenas empresas no primeiro quadrimestre
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Estado soma 22,9 mil vagas criadas entre janeiro e abril de 2026, com destaque para serviços e construção civil; desempenho coloca a Bahia na sexta posição do ranking nacional, segundo dados do Caged.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Banco de imagens/Pexels
A Bahia fechou o primeiro quadrimestre de 2026 na liderança da geração de empregos formais no Nordeste quando o recorte são micro e pequenas empresas. Entre janeiro e abril, foram abertas 22.913 vagas no estado, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Só em abril, o saldo foi de 6.031 novos postos.
O desempenho baiano coloca o estado à frente dos demais nordestinos no acumulado do período e sustenta um ritmo puxado principalmente por serviços e construção civil.
No detalhamento por setores, o recorte das micro e pequenas empresas mostra que o setor de serviços concentrou o maior volume de vagas, com 12.701 postos criados. A construção aparece na sequência, com 8.706 empregos. A indústria registrou saldo positivo de 3.101 vagas. O comércio foi o único segmento com retração, fechando o período com -1.942 postos.
Entre as atividades econômicas que mais contribuíram para o resultado estão construção de edifícios (3.346 vagas), transmissão de energia elétrica (1.530), incorporação de serviços imobiliários (1.212), atividades de atendimento hospitalar (1.206) e obras de geração e distribuição de energia elétrica e telecomunicações (920).
No ranking nacional, a Bahia ocupa a sexta posição entre os estados que mais geraram empregos por micro e pequenas empresas no período. São Paulo lidera com 103.118 vagas, seguido por Minas Gerais (35.081), Paraná (34.921), Santa Catarina (30.080) e Goiás (27.542).
Em nível nacional, o peso dos pequenos negócios no mercado de trabalho aparece ainda mais forte em abril: 83,9% dos postos de trabalho criados no país vieram desse segmento.
Para o secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, o resultado está ligado ao ambiente econômico e às políticas de incentivo no estado. Ele afirma: “As micro e pequenas empresas são as principais empregadoras no Brasil e, em nosso estado, não é diferente. Apoiar os pequenos negócios é ajudar no desenvolvimento, impulsionando a economia e construindo oportunidades para a população”.
O secretário também acrescenta: “A orientação do governador Jerônimo Rodrigues é arregaçar as mangas e acelerar as políticas de geração de emprego e renda”.
Na leitura técnica dos números, o Sebrae Bahia aponta que o comportamento do mercado de trabalho acompanha a dinâmica dos pequenos negócios no estado. O analista técnico Anderson Teixeira avalia: “O destaque para os setores de serviços e construção civil evidencia o dinamismo dessas atividades e sua capacidade de absorver mão de obra. Além disso, o fato de os pequenos negócios responderem por 83,9% das vagas criadas no país em abril reforça a importância de políticas de apoio ao empreendedorismo, à inovação e à competitividade desses empreendimentos, fundamentais para a manutenção desse ciclo positivo de geração de emprego e renda”.
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