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Julgamento dos acusados pela morte da cantora Sara Freitas é adiado para 24 de março
Dias D´Ávila
Ex-marido da cantora gospel e outros dois réus respondem por feminicídio.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Sara Freitas foi morta em outubro de 2023.
O júri popular dos três acusados de envolvimento no homicídio da cantora gospel Sara Freitas foi novamente adiado. A sessão, que estava prevista para o dia 3 de março, foi remarcada para o dia 24 do mesmo mês por determinação judicial. A informação foi confirmada pela defesa da família da vítima.
O julgamento será mantido no Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, no município de Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. Em novembro do ano passado, a sessão havia sido suspensa após os advogados dos réus deixarem o plenário sob a alegação de que o local não oferecia condições adequadas de segurança para a realização do júri.
À época, a defesa dos acusados informou que pediria o desaforamento do processo, solicitando a transferência do julgamento para o Fórum Ruy Barbosa, na capital baiana. No entanto, o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia negou qualquer irregularidade na condução do processo e afirmou que o julgamento estava regularmente designado, com estrutura adequada e dentro das exigências legais.
Segundo o advogado Rogério Matos, que representa a família da cantora, o novo adiamento foi uma decisão da Justiça e antecipa um possível pedido que seria feito pela defesa dos réus.
Respondem ao processo o ex-marido da vítima, Ederlan Santos Mariano, apontado como mandante do crime; Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como bispo Zadoque; e Victor Gabriel Oliveira Neves. Eles serão julgados por feminicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e sem possibilidade de defesa da vítima, além de ocultação de cadáver e associação criminosa. Os três estão presos preventivamente e admitiram ter dividido R$ 2 mil pagos para executar o crime.
O caso
Sara Freitas foi encontrada morta no dia 27 de outubro de 2023, às margens da BA-093, em Dias D’Ávila, após ficar quatro dias desaparecida. Ela foi assassinada com mais de 20 golpes de faca e teve o corpo carbonizado.
De acordo com as investigações, o ex-marido teria encomendado o assassinato da cantora, com quem teve uma filha. A polícia apontou que Weslen Pablo desferiu os golpes enquanto Victor Gabriel segurava a vítima.
Além dos três réus que irão a júri popular, outro envolvido no crime, Gideão Duarte de Lima, já foi condenado. Ele recebeu pena de 20 anos, 4 meses e 20 dias de prisão por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa. O julgamento dele ocorreu de forma individual e durou cerca de 12 horas.
A expectativa é que o julgamento dos três acusados também se estenda por mais de um dia, diante da complexidade do caso e do número de testemunhas previstas para serem ouvidas.
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