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Jovem preso por ameaçar influenciador Felca acessava sistema policial com login de agente
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Investigadores apontam que o suspeito vendia dados por valores que chegavam a R$ 40.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Reprodução/Redes Sociais
A prisão do jovem de 21 anos, em Olinda, Pernambuco, revelou a atuação de um esquema que unia ameaças virtuais, crimes cibernéticos e comércio de informações confidenciais.
O jovem, acusado de enviar mensagens de morte ao influenciador digital Felca, foi encontrado conectado a um sistema restrito da segurança pública no momento em que policiais cumpriam mandados de prisão e busca.
Segundo as investigações, Cayo teria aprendido a invadir bancos de dados assistindo a tutoriais no YouTube. Ele utilizava credenciais obtidas em grupos do Telegram, incluindo o login de um policial militar, para consultar dados sigilosos em plataformas acessadas apenas por agentes de segurança.
O material era comercializado em comunidades digitais, com preços que variavam entre R$ 20 e R$ 40 por consulta. No local, também foi preso um outro jovem de 21 anos.
A polícia afirma que os dois conseguiam não apenas consultar registros, mas também manipular informações, incluindo a criação de falsos mandados de prisão contra desafetos.
"Ele (Cayo) confessou, inclusive, que tinha acesso a todos os sistemas das polícias do Brasil, sistemas do Poder Judiciário, sistemas de mandado de prisão, conseguindo, inclusive, inserir informações de mandado de prisão de qualquer indivíduo, qualquer inimigo, pessoa que fosse inimiga do grupo. Acabou confessando isso, dizendo que tinha as credenciais, e pelo que a gente tem o histórico de informações dele, essas informações realmente são verdades. Ele não apenas confessou, como também tinha elementos no computador dele comprovando essa invasão", revelou o delegado Eronides Meneses.
Além disso, usavam os acessos para abertura de contas destinadas a movimentação financeira irregular.
As ameaças contra Felca teriam sido motivadas pela repercussão de um vídeo em que o youtuber denunciava a adultização de crianças e adolescentes.
A Polícia Civil de São Paulo investiga ainda se Cayo Lucas participava de redes voltadas à exploração sexual infantojuvenil, em que desafios eram propostos para estimular abusos.
Na tarde de segunda-feira (25), após a prisão, equipes voltaram ao endereço em Jardim Brasil, Olinda, no Grande Recife, para novas diligências e coleta de materiais que podem aprofundar a apuração.
Os suspeitos foram autuados por invasão de dispositivo informático, ameaça, perseguição e associação criminosa em ambiente virtual. Cayo Lucas já era investigado pela Polícia Civil de Pernambuco. Os dois devem passar por uma audiência de custódia. Fonte: CNN Brasil.
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