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Passaporte de Eliza Samudio é encontrado em Portugal e reacende questionamentos sobre o caso

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Passaporte de Eliza Samudio é encontrado em Portugal e reacende questionamentos sobre o caso

Família de Eliza Samudio critica a forma como o documento foi divulgado e cobra esclarecimentos sobre o reaparecimento do passaporte após quase 18 anos.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Reprodução/Portal Leo Dias

Um passaporte pertencente a Eliza Samudio, modelo assassinada em 2010, foi encontrado em Portugal na última segunda-feira (5), reacendendo questionamentos sobre um dos casos criminais mais emblemáticos do país. A informação causou forte impacto emocional na família da vítima, que voltou a reviver a dor provocada pelo crime.

Em entrevista à coluna da jornalista Mirelle Pinheiro, Maria do Carmo Santos, madrinha de Bruno Samudio, filho de Eliza, criticou a forma como o reaparecimento do documento foi divulgado na imprensa. Segundo ela, a exposição ocorreu de maneira desrespeitosa e afetou profundamente os familiares, especialmente Sônia Moura, mãe da modelo.

De acordo com Maria do Carmo, desde que a notícia veio a público, Sônia Moura encontra-se abalada emocionalmente e chegou a ficar sem se alimentar. O impacto também atingiu Bruno, que convive desde a infância com as consequências do assassinato da mãe.

“Queremos o passaporte de volta porque o que restou foram as lembranças dela, mas nós não temos nenhuma dúvida de que Eliza está morta, é óbvio”, afirmou Maria do Carmo. A madrinha ressaltou que a família não questiona a morte da modelo, mas cobra explicações sobre o reaparecimento do documento após tantos anos.

Outro ponto levantado é o estado de conservação do passaporte. Segundo Maria, o documento aparenta estar em perfeitas condições, o que levanta suspeitas. “O estranho é que esse documento, que estaria perdido há 17, quase 18 anos, está novinho. Não me parece um passaporte que caiu da bolsa, rolou, andou e de repente foi parar na mão de alguém. Parece um passaporte que foi lacrado”, destacou.

Ela também questionou o motivo pelo qual o passaporte só agora veio à tona. “Há muitos questionamentos: por que aquele passaporte estava ali? Por que a pessoa que teve acesso ao passaporte não entregou antes? Se ela guardou, se era um souvenir… tem muitas respostas ainda que nós queremos”, completou.

Segundo informações de fontes do Itamaraty, Eliza Samudio teria deixado Portugal em 2 de novembro de 2007 sem o passaporte, utilizando uma Autorização de Retorno ao Brasil (ARB). Ainda conforme o órgão, o consulado foi orientado a enviar o documento para a sede do Itamaraty, em Brasília.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que, após a chegada ao Brasil, o passaporte ficará à disposição da família. “Após a chegada, o documento ficará à disposição da família, caso tenha interesse em receber o documento de viagem”, pontuou o ministério.

O reaparecimento do passaporte, mesmo sem alterar as conclusões judiciais do caso, reacende dores antigas e levanta novos questionamentos que a família de Eliza Samudio espera, ao menos, ver esclarecidos.

 

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