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PM investiga cinco agentes da Rota por esquema de segurança privada para empresa de ônibus em SP

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PM investiga cinco agentes da Rota por esquema de segurança privada para empresa de ônibus em SP

Agentes são suspeitos de receber pagamentos por meio de notas frias para prestar segurança privada a diretores da Transwolff, empresa investigada por lavagem de dinheiro.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Divulgação

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo apura o envolvimento de cinco policiais da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da corporação, em um esquema de prestação de segurança privada irregular para diretores da empresa de ônibus Transwolff. De acordo com as investigações, os agentes recebiam pagamentos por meio de notas fiscais frias.

A Transwolff teve o contrato com a Prefeitura de São Paulo cancelado após ser alvo de operações policiais por suspeita de ser controlada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Durante a apuração, surgiram relatos de investigados apontando que o ex-vereador Milton Leite (União Brasil), que presidiu a Câmara Municipal por seis mandatos, seria o verdadeiro proprietário da empresa. Ele nega as acusações.

Segundo a Corregedoria, os policiais teriam aderido de forma “consciente e voluntária” ao esquema, contribuindo para a “continuidade operacional das atividades empresariais utilizadas para a lavagem de capitais”. A investigação indica que a atuação dos agentes teria auxiliado a manutenção das atividades da empresa mesmo após as suspeitas de envolvimento com organização criminosa.

Interceptações telefônicas revelaram declarações do diretor da Transwolff, Cícero de Oliveira, que confessou ter tido a ideia de contratar policiais da Rota para prestar segurança. Em um dos áudios, ele afirma: “Se a gente fosse bandido, como é que eu, como bandido, vou pedir para contratar a Rota para fazer segurança pra gente?”.

Ainda conforme as investigações, a cúpula da Rota teria orientado o afastamento dos policiais envolvidos quando o nome da unidade foi citado na Operação Sharks, deflagrada em 2020. Um dos alvos do inquérito é o capitão Alexandre, que, segundo a apuração, teria coordenado operações de inteligência tendo como foco justamente os dois diretores da Transwolff.

A defesa do capitão Alexandre informou que ele é inocente e que irá comprovar que não participou de qualquer irregularidade. Em nota, a Transwolff declarou que contrata apenas empresas de segurança legalizadas e que está colaborando com as autoridades. Os demais investigados não foram localizados ou não se manifestaram até a publicação desta matéria.

As investigações seguem em andamento para esclarecer o grau de envolvimento dos policiais e de dirigentes da empresa no suposto esquema de segurança privada ilegal e lavagem de dinheiro.

 

 

 

 

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