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Caso Thamiris: Delegado descarta participação de rodoviário e alerta contra linchamentos
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Moisés Damasceno, titular da DHPP, afirma que o homem é apenas conhecido da família e não é investigado; corpo encontrado passará por exames de DNA para confirmação de identidade
Por: Camaçari Notícias
Foto: Tácio Caldas / BNews
Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (19), o delegado titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Moisés Damasceno, trouxe novos esclarecimentos sobre a investigação do desaparecimento e morte da jovem Thamiris, de 14 anos. O ponto central da fala do delegado foi a exclusão definitiva de um rodoviário da lista de suspeitos, após o homem passar a sofrer graves ameaças por parte da população.
Segundo as investigações, a associação do rodoviário ao crime é infundada. Imagens de câmeras de segurança, analisadas minuciosamente pela polícia, mostram que a adolescente apenas passou em frente à residência do homem, que é conhecido da família, mas não entrou no imóvel e seguiu em outra direção.
"O rodoviário não cabe nessa linha de raciocínio de investigação. Ela só passou na casa dele, não entrou e seguiu direto. Acreditamos que ela passou lá para pedir ajuda ou comunicar para onde estava indo. Ele foi ouvido como testemunha, não como investigado", afirmou Damasceno.
O delegado fez um apelo veemente à sociedade após relatos de que o rodoviário estaria sofrendo ameaças de linchamento e de ataques à sua residência. Damasceno reforçou que a justiça deve ser feita pelo Estado e não pelas mãos dos cidadãos.
"É muito arriscado essa forma da população de querer agir com violência, por vingança. É uma conduta desnecessária. Deixem que a polícia faça o seu trabalho", alertou o titular da DHPP.
Apesar do encontro de um corpo nesta quinta-feira (19), a polícia ainda não confirma oficialmente se os restos mortais pertencem a Thamiris. Embora roupas da jovem tenham sido encontradas ao lado do corpo, o delegado não descarta a possibilidade de que as vestimentas tenham sido colocadas ali propositalmente para enganar a investigação.
"A gente não pode adiantar informações. Apenas os peritos e exames de DNA poderão confirmar a identidade", explicou. Questionado se as roupas poderiam ter sido usadas para atrapalhar a polícia, o delegado confirmou que essa hipótese é real.
A investigação avançou com a prisão de um homem nesta quinta-feira, suspeito de participação no crime. O delegado preferiu manter o sigilo sobre possíveis mandados de busca e apreensão na residência deste detido para não comprometer os próximos passos do inquérito. A DHPP segue trabalhando intensamente para elucidar todas as circunstâncias da morte da adolescente.
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