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Caso Sara Freitas: Julgamento de ex-marido e comparsas está previsto para esta terça-feira (24)

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Caso Sara Freitas: Julgamento de ex-marido e comparsas está previsto para esta terça-feira (24)

Após dois adiamentos, júri popular decidirá futuro de Ederlan Mariano e outros dois acusados; Ministério Público aponta motivação financeira por trás do crime.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Reprodução/TV Bahia

O desfecho jurídico de um dos crimes que mais chocou a Bahia nos últimos anos deve começar a ser definido nesta terça-feira (24). Está previsto para acontecer o julgamento dos réus envolvidos na morte da cantora gospel Sara Freitas. No banco dos réus estarão o ex-marido e empresário da artista, Ederlan Mariano, o bispo Zadoque e Victor Gabriel, conhecido como “pregador”.

O julgamento ocorre após ser adiado por duas vezes. Dos envolvidos, apenas o motorista Gideão já passou por julgamento, tendo sido condenado a uma pena superior a 20 anos de prisão.

Motivação Financeira e Emboscada

Diferente das suspeitas iniciais, as investigações do Ministério Público apontam que o assassinato não teve motivação passional. O crime teria sido planejado por Ederlan com um objetivo estritamente financeiro: utilizar a imagem e a estrutura profissional construída por Sara para impulsionar a carreira de Victor Gabriel, beneficiando o grupo economicamente.

De acordo com a denúncia, o crime foi meticulosamente planejado. No dia 24 de outubro de 2023, Sara foi atraída para uma suposta apresentação em um evento evangélico na cidade de Dias d’Ávila. Ela foi levada por Gideão até um ponto da rodovia BA-093, onde Victor e Zadoque já a aguardavam. No local, a artista foi morta e seu corpo abandonado às margens da pista.

Trama de Ocultação

Para tentar desviar as suspeitas, Ederlan Mariano chegou a registrar o desaparecimento da esposa e a fazer apelos públicos. No entanto, o inquérito revelou que ele teria pago R$ 2 mil aos executores como adiantamento e prometido outros R$ 15 mil assim que tivesse acesso às economias da vítima.

Com exceção de Ederlan, todos os demais envolvidos no caso eram moradores de Camaçari. A expectativa para o júri popular desta terça-feira é de grande mobilização, dado o impacto do caso na comunidade religiosa e na sociedade baiana.

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