STF declara inconstitucional lei de SC que proibia cotas em universidades estaduais
Publicado em
Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies
Notícias
/
Polícia
/
PF investiga esquema milionário de fraude em concursos com cúpula da Segurança de Alagoas
Polícia
Delação premiada aponta que o delegado-geral da Polícia Civil, Gustavo Xavier, teria se beneficiado de irregularidades; fraudes em certames de alto nível chegavam a custar R$ 500 mil
Por: Camaçari Notícias
Foto: Márcio Ferreira/ Secom
Uma investigação da Polícia Federal (PF) revelou um esquema sofisticado de fraudes em concursos públicos com ramificações profundas na cúpula da segurança pública de Alagoas. O caso, divulgado pelo programa Fantástico (TV Globo), coloca sob suspeita o delegado-geral da Polícia Civil do estado, Gustavo Xavier do Nascimento, citado em um acordo de delação premiada.
Segundo as apurações, o delegado teria deixado de agir contra a organização criminosa e, posteriormente, passado a integrar o rol de beneficiários das irregularidades. Gustavo Xavier foi alvo de mandados de busca e apreensão na fase mais recente da operação, mas ainda não se pronunciou publicamente sobre as acusações.
O rumo das investigações mudou após o depoimento de Thiago José de Andrade, apontado pela PF como o líder da organização. Preso em uma das etapas anteriores, Thiago firmou um acordo de colaboração premiada.
Em seu relato, o delator afirmou que já era investigado por Gustavo Xavier na época em que este atuava em Arapiraca. Thiago sustenta que, embora houvesse um pedido de prisão contra ele, a ordem judicial não foi cumprida. Em vez disso, ele teria sido coagido a trabalhar para o esquema, fraudando concursos para favorecer pessoas ligadas ao delegado.
A investigação também apura o envolvimento de familiares de Xavier. A esposa do delegado, Ayally Xavier, é mencionada como tendo tentado ingressar na Polícia Civil por meio de fraude. Segundo a PF, ela teria utilizado um ponto eletrônico para receber as respostas durante a prova, mas o dispositivo falhou, resultando na entrega do exame em branco.
A Polícia Federal indica que as ordens não eram dadas diretamente pelo delegado-geral, mas sim por intermediários de confiança, como o investigador Ramon Isidoro Soares Alves, também alvo das apurações.
A organização criminosa operava de forma profissional, cobrando valores que chegavam a R$ 500 mil, dependendo do cargo pretendido. As estratégias incluíam:
A operação da PF não se limitou a Alagoas, cumprindo mandados também na Paraíba e em Pernambuco. O grupo teria atuado em concursos de alto nível em diversos estados, visando vagas em tribunais, bancos públicos e carreiras federais.
Até o fechamento desta edição, o delegado-geral Gustavo Xavier do Nascimento não foi localizado para comentar o teor da delação ou os itens apreendidos em sua residência. O espaço permanece aberto para sua manifestação.
Publicado em
Publicado em
Publicado em
Publicado em
Polícia
17/04/2026 20:30
Polícia
17/04/2026 18:30
Polícia
17/04/2026 15:00
Polícia
17/04/2026 14:00