Homem investigado por estupro de vulnerável é preso durante operação nacional em São Sebastião do Passé
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Polícia
Levantamento aponta aumento de 80% nos casos envolvendo jovens e alta nos tiroteios na capital e região metropolitana
Por: Camaçari Notícias
Foto: Freepik
A violência armada registrou alta preocupante em março de 2026 em Salvador e na região metropolitana, com impacto direto sobre adolescentes. De acordo com levantamento do Instituto Fogo Cruzado, nove adolescentes foram atingidos por disparos de arma de fogo no período — sete morreram e dois ficaram feridos. O número representa um aumento de 80% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram contabilizados cinco casos.
No total, foram registrados 111 tiroteios na capital baiana e em cidades da região metropolitana ao longo do mês. As ocorrências deixaram 111 pessoas baleadas, sendo 89 mortas e 22 feridas. Metade dos casos, 50 ao todo, ocorreu durante ações policiais — um crescimento expressivo em comparação a março do ano passado, quando foram registrados 55 episódios desse tipo.
O levantamento também chama atenção para a violência dentro de residências. Em março deste ano, 14 pessoas foram baleadas em casas, das quais 11 morreram e três ficaram feridas. No mesmo período de 2025, 13 pessoas morreram em situações semelhantes.
Outro dado que evidencia o agravamento do cenário é o número de ocorrências durante perseguições. Foram 15 registros em março de 2026, com 13 mortos e 12 feridos. No ano anterior, apenas dois casos haviam sido contabilizados.
A violência também atingiu agentes de segurança. Seis profissionais foram baleados no mês, sendo três mortos e três feridos. Com isso, o total de agentes atingidos no primeiro trimestre de 2026 chega a 16 vítimas.
Além da capital, houve registros em municípios como Camaçari, Candeias, Dias d’Ávila, Lauro de Freitas, Simões Filho, Itaparica, São Sebastião do Passé e Vera Cruz.
Na capital, bairros como Beiru/Tancredo Neves, Liberdade, Pirajá, Sussuarana e Trobogy concentraram registros ao longo do mês.
Os dados reforçam o avanço da violência armada na região e acendem o alerta para o impacto crescente sobre jovens e profissionais de segurança pública.
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