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Polícia
Cerca de 40 veículos ligados a investigações de lavagem de dinheiro foram destinados a novos proprietários após decisão judicial
Por: Camaçari Notícias
Foto: Ascom/PC
Cerca de 40 veículos, entre automóveis e motocicletas apreendidos em operações da Polícia Civil da Bahia, foram destinados a novos proprietários nesta segunda-feira (13), após leilão judicial que arrecadou mais de R$ 2 milhões. Os bens estavam vinculados a investigações conduzidas pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), incluindo as operações Falsas Promessas e Primus.
Entre os itens leiloados estavam veículos de alto valor de mercado, como modelos das marcas Tesla e Chevrolet, incluindo um Camaro e uma caminhonete Silverado equipada com sistema de som automotivo, além de motocicletas e outros automóveis associados a crimes financeiros.
A retirada dos veículos ocorreu no Complexo Policial Investigador Bandeira, em Feira de Santana, e também na sede da Polícia Civil, no Largo da Piedade, em Salvador. Ao todo, 40 lotes foram arrematados, consolidando a arrecadação superior a R$ 2 milhões por meio da alienação antecipada de bens.
A recuperação de ativos é uma estratégia que envolve a identificação, bloqueio e destinação de bens oriundos de práticas criminosas. O objetivo é impedir que recursos ilícitos continuem financiando atividades ilegais, além de permitir que esses valores sejam revertidos em investimentos para a segurança pública.
O processo segue normas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), priorizando a venda antecipada de bens sujeitos à depreciação ou com altos custos de manutenção. As etapas incluem investigação patrimonial, apreensão judicial, avaliação dos bens e autorização para leilão, com posterior depósito dos valores arrecadados.
Os recursos obtidos podem ser destinados ao Fundo de Modernização, Manutenção e Reequipamento da Polícia Civil da Bahia, conforme previsto na Resolução nº 558/2024 do CNJ e na Lei Estadual nº 14.648/2023. A medida permite investimentos em tecnologia, capacitação e melhorias estruturais da corporação.
Somente em 2026, a Polícia Civil da Bahia já obteve autorização judicial para bloqueio de cerca de R$ 13 bilhões em bens e valores relacionados a investigações criminais. A estratégia busca descapitalizar organizações criminosas, reduzindo sua capacidade de financiar novas atividades ilícitas.
Além de enfraquecer o poder econômico desses grupos, a alienação antecipada de bens possibilita que os recursos retornem à sociedade em forma de investimentos na estrutura policial, inteligência e modernização tecnológica, fortalecendo o combate ao crime organizado no estado.
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