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Polícia apreende simulacro de pistola com suspeito de agredir e ameaçar de morte esposa em briga por ciúmes em Camaçari
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Vítima e suspeito foram encaminhados à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Camaçari.
Por: Camaçari Notícias
Foto: 12°BPM
Uma discussão marcada por ciúmes terminou em ameaça de morte, denúncia de violência doméstica e apreensão de objetos usados para intimidação no bairro da Massaranduba, em Camaçari, na manhã de sábado (18), por volta das 9h40.
De acordo com a ocorrência, quando os policiais chegaram à Rua das Hortaliças, a vítima já estava fora de casa. Foi ali, ainda do lado de fora, que ela relatou uma sequência de episódios que, segundo afirmou, vinham acontecendo nos últimos dias dentro da própria residência.
De acordo com o depoimento, o companheiro teria feito ameaças de morte durante uma discussão por ciúmes naquela manhã. A mulher apresentava um ferimento visível na boca e explicou que a lesão havia sido causada dois dias antes, na quinta-feira (16), quando o homem usou um bastão retrátil para agredi-la.
O objeto usado na agressão foi localizado posteriormente dentro da mochila do suspeito. Ainda segundo a vítima, a violência não se limitou ao episódio anterior. Na manhã da ocorrência, ela afirmou que o companheiro tentou esganá-la durante o desentendimento e chegou a quebrar pertences dentro do imóvel.
Outro elemento que agravava a situação era a presença de uma suposta arma de fogo. Inicialmente negada pelo homem, a informação levou à realização de buscas. Em meio à averiguação, ele acabou relatando que não possuía arma de fogo, mas um simulacro de pistola do tipo airsoft.
O material foi encontrado fora da residência, em um terreno em construção ao lado, escondido sob uma sacola e em meio a entulhos. A pistola, de fabricação estrangeira, estava acompanhada de um carregador.
O suspeito alegou que utilizava o simulacro quando trabalhava como segurança, função que, segundo ele, deixou de exercer há mais de um ano. Apesar de afirmar que a falsa arma não foi usada na ameaça feita naquele dia, a vítima contou que já havia sido intimidada com o objeto em pelo menos duas ocasiões anteriores. Na época, acreditava estar diante de uma arma de fogo verdadeira.
Confrontado com as acusações, o homem negou ter ameaçado a companheira de morte, mas admitiu ter encostado o bastão retrátil na boca dela dias antes, versão diferente do que a vítima contou sobre a agressão.
A ocorrência seguiu até o início da tarde, quando todos os envolvidos, junto com o simulacro, o bastão e os documentos do suspeito, foram apresentados na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) de Camaçari.
O caso foi registrado com base na Lei Maria da Penha e será investigado para apurar as circunstâncias das agressões, das ameaças e do uso dos objetos apontados pela vítima como instrumentos de intimidação ao longo da relação.
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