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Suspeito do assassinato de Thamiris Pereira volta a ser preso pela Polícia em Salvador

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Suspeito do assassinato de Thamiris Pereira volta a ser preso pela Polícia em Salvador

Justiça identifica indícios de autoria e determina prisão temporária de 30 dias após audiência

Por: Camaçari Notícias

Foto: Reprodução/redes sociais

O homem conhecido pelo apelido de “Farinha”, voltou a ser preso na manhã desta segunda-feira (27), em Salvador, sob a acusação de envolvimento na morte da jovem Thamiris dos Santos Pereira. O suspeito, que havia sido detido inicialmente em 19 de março e solto na semana passada, teve sua prisão temporária de 30 dias decretada após o juiz Marcelo de Almeida Costa, da 1ª Vara das Garantias, identificar novas evidências de materialidade e autoria.

A nova ordem de prisão ocorreu após audiência de custódia, onde o magistrado analisou os elementos colhidos durante a fase inicial do inquérito. Segundo a decisão judicial, existem indícios suficientes que ligam o suspeito ao crime, justificando a custódia cautelar para não comprometer o andamento das investigações.

Por outro lado, a defesa de Farinha nega veementemente todas as acusações. Segundo os advogados, o cliente estava dormindo no momento em que o crime ocorreu e sempre colaborou com as autoridades, chegando inclusive a participar ativamente das buscas pela jovem desaparecida. Familiares de Farinha realizaram um protesto na porta da delegacia nesta manhã. Em entrevista à TV Aratu, a mãe do suspeito alegou inocência e denunciou abusos: "Não pode um inocente ter a casa quebrada, ele passou por muita tortura", afirmou.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o assassinato de Thamiris dos Santos Pereira tenha sido motivado por vingança. A linha de investigação sugere que a jovem foi erroneamente apontada como autora de uma denúncia anônima que resultou na prisão de um traficante que atua na região do Jardim das Margaridas.

Apesar da prisão de Farinha, o caso ainda apresenta lacunas técnicas importantes. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) ainda não emitiu o laudo conclusivo sobre a causa exata da morte da jovem, o que impede a tipificação definitiva de todos os agravantes do crime. Enquanto isso, o suspeito permanece à disposição da Justiça na capital baiana, cumprindo o prazo da prisão temporária enquanto novas testemunhas são ouvidas.

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