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Polícia
Trabalhador teve QR Code levado por passageira e passou a ser acusado injustamente de estelionato; boletim de ocorrência por calúnia já foi registrado.
Por: Camaçari Notícias
Um motorista de aplicativo que atua em Camaçari vive dias de angústia após se tornar alvo de notícias falsas e graves acusações em grupos e páginas de redes sociais. O trabalhador, que prefere não ser identificado por segurança, registrou um Boletim de Ocorrência na 18ª Delegacia Territorial (DT) após ter sua imagem e dados pessoais associados a supostos golpes na cidade.
Dinâmica do incidente
O caso teve origem na última terça-feira (12), durante uma corrida iniciada no bairro Jardim Limoeiro com destino ao Centro Integrado de Atendimento ao Trabalhador (CIAT). Segundo o relato do profissional, ao finalizar o percurso, a passageira solicitou o QR Code para pagamento via Pix.
"Eu apresentei o QR Code impresso da minha conta pessoal. Ela acabou optando por pagar diretamente pelo aplicativo, mas levou o papel com o código sem que eu percebesse", explicou o motorista. Ele conta que só deu falta do informativo no final do expediente, mas não suspeitou de má-fé, acreditando se tratar de uma distração comum de passageiros.
Exposição nas redes sociais
A situação tomou um rumo grave na quarta-feira (13), quando começaram as exposições nas redes sociais. Publicações em páginas locais de Camaçari passaram a compartilhar a foto do motorista junto ao QR Code, que contém o seu CPF como chave Pix, afirmando que o homem estaria aplicando golpes na região da Feira.
O trabalhador foi alertado pelo próprio irmão, que reconheceu a imagem nas redes enquanto o motorista estava em casa descansando.
"Para mim foi totalmente constrangedor. Sou pai de família, trabalhador e não tenho a mínima necessidade de fazer algo do tipo. Foi tudo muito rápido e ganharam proporções que eu não imaginava", desabafou.
Providências legais e comprovação
Na tentativa de restabelecer a verdade, o motorista compareceu à administração da Feira de Camaçari para prestar esclarecimentos e formalizou a denúncia por calúnia e difamação junto à Polícia Civil. Durante o registro na 18°DT, ele apresentou o extrato de sua conta bancária, provando que não recebeu pagamentos indevidos, apenas os valores referentes às suas corridas no aplicativo.
Atualmente, o profissional está entrando em contato com os administradores das páginas que divulgaram o conteúdo falso para exigir a remoção imediata de suas fotos e documentos. "Estou sendo vítima nessa história e quero apenas limpar meu nome e voltar a trabalhar em paz", concluiu.
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