Virginia Fonseca nega irregularidades após ser citada em investigação da Polícia Federal
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Policial penal não tentou se matar após matar empresária em hotel, diz MP ao detalhar investigação de feminicídio
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Ministério Público de Sergipe afirma que laudos derrubam versão apresentada pelo suspeito.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Reprodução/Redes sociais
Flávia Barros, vítima de feminicídio, e Tiago Sóstenes, suspeito de feminicídio.
O Ministério Público de Sergipe (MP-SE) detalhou, nesta terça-feira (26), as investigações sobre a morte da empresária e estudante de Direito Flávia Barros dos Santos, assassinada a tiros em março deste ano dentro de um hotel no bairro Coroa do Meio, na Zona Sul de Aracaju. Durante coletiva de imprensa, promotoras do caso afirmaram que o policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, principal suspeito do crime, não tentou tirar a própria vida após matar a vítima, contrariando uma das versões apresentadas inicialmente.
"Tiago Sóstenes não tentou tirar a própria vida. Ele foi atingido inclusive de forma superficial na cabeça por tiros que ricochetearam em outros alvos. Essa alegação de que ele estava absolutamente abalado e que, portanto, acabou tentando tirar a própria vida cai por terra com base nas provas que até o momento foram produzidas", afirmou a promotora de Justiça Luciana Duarte.
Segundo o MP, análises periciais concluíram que os ferimentos sofridos pelo investigado não foram resultado de uma tentativa de suicídio. De acordo com a promotora de Justiça Luciana Duarte, Tiago foi atingido superficialmente por fragmentos de disparos que ricochetearam em outros alvos no quarto do hotel.
“A alegação de que ele estava abalado emocionalmente e tentou tirar a própria vida cai por terra diante das provas reunidas até agora”, afirmou a promotora durante a coletiva.
As investigações também indicam que Flávia foi morta enquanto estava deitada na cama, sem possibilidade de reação. A dinâmica do crime, segundo o MP, reforça a tese de execução e agrava ainda mais a acusação de feminicídio.
Outro ponto destacado pela apuração envolve o histórico do relacionamento entre a vítima e o policial penal. Dados extraídos dos celulares dos envolvidos, conforme o Ministério Público, apontam que Flávia vivia uma relação abusiva e já havia sido alvo de episódios anteriores de violência. Mensagens analisadas pelos investigadores teriam ajudado a comprovar o contexto de controle e agressões.
Durante a coletiva, o MP também exibiu imagens de câmeras de segurança do hotel. Os vídeos mostram Tiago chegando ao local após a vítima, forçando a entrada do quarto e, em seguida, efetuando os disparos.
O Ministério Público pediu a condenação do suspeito por feminicídio, crime cuja pena pode chegar a 40 anos de prisão. Além da acusação principal, os promotores defendem a aplicação de agravantes pelo fato de o investigado ser agente da segurança pública, utilizar arma funcional e ter atacado a vítima em situação de vulnerabilidade, sem possibilidade de defesa.
“A pena precisa ser rigorosa diante das circunstâncias extremamente graves do caso, incluindo o uso da arma funcional e a motivação ligada à questão de gênero”, destacou Luciana Duarte.
O crime ocorreu em 22 de março deste ano, em um hotel na Zona Sul de Aracaju. Após os disparos, Tiago Sóstenes chegou a ser hospitalizado, recebeu alta médica e, posteriormente, foi encaminhado ao Presídio Militar, onde permanece preso preventivamente.
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