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Internet sob ameaça: grupo que faturava mais de R$ 100 mil por mês com extorsão a provedores em Simões Filho é desarticulado

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Internet sob ameaça: grupo que faturava mais de R$ 100 mil por mês com extorsão a provedores em Simões Filho é desarticulado

Investigação da Polícia Civil revelou que criminosos cobravam pagamentos periódicos de empresas de internet, cortavam cabos de fibra óptica para intimidar as vítimas e impediam equipes de manutenção de atuar.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Ascom PC

A Polícia Civil desarticulou, nesta quarta-feira (8), uma organização criminosa investigada por extorsão e lavagem de dinheiro contra empresas provedoras de internet nos municípios de Simões Filho e Feira de Santana. A Operação Reconectando resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, além de avançar nas investigações que apontam um esquema milionário de cobrança ilegal para permitir o funcionamento dos serviços de telecomunicação.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava um método de intimidação para obrigar os provedores a pagar quantias periódicas. Proprietários e funcionários eram coagidos, enquanto os criminosos promoviam o corte de cabos de fibra óptica, interrompiam o fornecimento de internet e impediam que equipes técnicas realizassem reparos na rede. As ações eram coordenadas pelas lideranças da organização por meio de videoconferências, demonstrando um esquema estruturado e com divisão de funções.

As investigações apontam que a quadrilha movimentava mais de R$ 100 mil por mês com as extorsões. Em um dos casos apurados, uma empresa desembolsou R$ 18 mil em apenas um mês para conseguir manter suas operações sem novos ataques.

Em Feira de Santana, os policiais prenderam um homem de 33 anos, apontado como gerente das atividades criminosas na cidade. Segundo a investigação, ele utilizava um estabelecimento comercial para ocultar os valores obtidos com as extorsões. O suspeito também possui antecedente por tráfico de drogas.

Já em Simões Filho, foi preso um homem de 26 anos, identificado como responsável pela arrecadação do dinheiro extorquido e pelo repasse dos valores aos demais integrantes da organização.

Um terceiro investigado, apontado como líder do grupo criminoso e responsável por coordenar as ações à distância, continua foragido.

Modus operandi

As apurações revelaram que o grupo adotava uma estratégia de pressão constante para garantir os pagamentos. Sempre que uma empresa se recusava a pagar os valores exigidos, os criminosos cortavam cabos de fibra óptica, provocavam interrupções no serviço de internet e impediam o acesso das equipes de manutenção aos locais afetados. Dessa forma, os provedores eram pressionados a ceder às exigências para evitar prejuízos financeiros e reclamações dos clientes.

A investigação também identificou que as determinações partiam das lideranças por videoconferência, enquanto integrantes desempenhavam funções específicas, como arrecadação, ocultação do dinheiro e execução das ações de intimidação.

As investigações tiveram início em setembro de 2025 e seguem em andamento para identificar outros envolvidos, calcular o prejuízo causado às empresas e rastrear toda a movimentação financeira da organização criminosa. Também foram solicitadas à Justiça as quebras dos sigilos bancário, telefônico e de dados dos investigados.

A Operação Reconectando foi realizada pela Polícia Civil, por meio da 22ª Delegacia Territorial de Simões Filho, com apoio do Núcleo de Inteligência do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) e do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD).

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