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Pai investigado por agredir filha de 3 anos no Paraná diz à polícia que “perdeu a cabeça”
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Caso ganhou repercussão após câmeras de segurança registrarem agressão; Polícia Civil apura outras denúncias de violência contra as crianças
Por: Camaçari Notícias
Foto: Reprodução/g1
O homem investigado por agredir a própria filha, de 3 anos, em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, afirmou em depoimento à Polícia Civil que se arrepende do ocorrido e alegou não ter tido a intenção de ferir a criança. O caso ganhou repercussão nacional após imagens de câmeras de segurança registrarem o momento da agressão.
Nas imagens, a menina aparece caminhando ao lado do pai e do irmão, de 5 anos, quando é atingida e cai ao chão. O episódio ocorreu após a família deixar um estabelecimento comercial da cidade.
Em depoimento exibido pelo programa Fantástico, da TV Globo, o investigado relatou que perdeu o controle da situação durante o trajeto, após a criança começar a chorar e gritar.
“Eu perdi a cabeça e acabei fazendo o que não deveria ter feito. Não era intencional. Eu jamais ia machucar a minha filha. Acabou acontecendo”, declarou.
A agressão foi interrompida por um personal trainer que presenciou a cena e decidiu intervir. Segundo a testemunha, o homem teria reagido com ameaças após ser confrontado sobre a atitude.
Além do episódio registrado pelas câmeras, a Polícia Civil do Paraná investiga outras denúncias de possíveis agressões contra as duas crianças. Entre os relatos apurados estão a suspeita de que o menino de 5 anos tenha sido atingido no rosto com um pedaço de madeira e a aplicação de castigos considerados degradantes, como permanecer ajoelhado sobre grãos de feijão e tampas de garrafas PET.
A mãe das crianças solicitou medida protetiva e informou às autoridades que pretende se separar do investigado. Conforme o relato prestado à polícia, ela afirmou ter ficado chocada, assustada e revoltada ao tomar conhecimento das agressões.
Segundo o delegado Ricardo Moraes Faria dos Santos, responsável pelas investigações, os fatos apurados poderão resultar no indiciamento do suspeito por tortura, além de outros crimes relacionados à violência contra crianças.
Para preservar a identidade dos menores, os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelas autoridades.
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