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Líder de quadrilha especializada em roubo de cabos industriais é preso em Camaçari durante Operação Cabo de Força

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Líder de quadrilha especializada em roubo de cabos industriais é preso em Camaçari durante Operação Cabo de Força

Investigado apontado como responsável pelo planejamento dos ataques, recrutamento de integrantes e definição da logística das ações criminosas foi capturado em imóvel no município.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Ascom PC

A Polícia Civil desarticulou parte de uma associação criminosa especializada no roubo de cabos elétricos de alto valor pertencentes a empresas instaladas em polos industriais baianos. A Operação Cabo de Força, deflagrada nesta quinta-feira (30), cumpriu mandados judiciais em Salvador e Camaçari, onde foi preso o homem apontado como líder do grupo e responsável por estruturar os ataques contra as empresas.

O investigado foi localizado em uma residência no município de Camaçari. De acordo com as apurações, ele exercia uma função estratégica dentro da organização criminosa: planejava as investidas, definia a logística, recrutava integrantes com funções específicas e participava diretamente das ações contra os alvos escolhidos.

Ao perceber a chegada das equipes policiais, o suspeito tentou escapar, mas foi alcançado e preso. Um segundo investigado, irmão do líder apontado pela polícia e também suspeito de integrar o grupo, não foi encontrado e permanece sendo procurado.

Durante as buscas realizadas nos bairros de Fazenda Coutos e Paripe, em Salvador, e em Camaçari, os policiais apreenderam veículos, motocicleta, reboque, materiais elétricos, cabos de alta e média tensão, aparelhos celulares e ferramentas utilizadas para a retirada dos equipamentos industriais.

Em um dos imóveis, um homem foi preso em flagrante pelo crime de receptação. A polícia investiga a participação de possíveis compradores e intermediários responsáveis pelo destino dos materiais furtados.

Grupo tinha estrutura organizada para ataques contra indústrias

As investigações apontam que a associação criminosa mantinha atuação desde 2015 e desenvolveu um método próprio para invadir empresas localizadas em áreas industriais da Região Metropolitana de Salvador e outras cidades da Bahia.

O grupo realizava levantamentos prévios sobre as empresas, identificava horários de menor vigilância, observava a rotina dos funcionários e mapeava os locais onde estavam instalados os cabos de maior valor. Cada integrante possuía uma função definida dentro das ações.

O planejamento envolvia veículos de apoio, comunicação entre os participantes, equipamentos para corte e retirada dos cabos, além de estratégias para dificultar a identificação dos envolvidos. Durante os ataques, os criminosos utilizavam máscaras, luvas e rádios comunicadores, além de retirar equipamentos de gravação das câmeras de segurança para eliminar registros das invasões.

A investigação revelou que o objetivo do grupo era específico: a retirada de cabos elétricos e componentes industriais com alto valor comercial. Dinheiro, aparelhos eletrônicos e objetos pessoais das vítimas não eram o foco das ações.

Ataque em Mata de São João gerou prejuízo superior a R$ 500 mil

Um dos crimes atribuídos à associação ocorreu na noite de 19 de maio deste ano, em uma empresa localizada em Mata de São João. Conforme levantado pelos investigadores, homens armados invadiram o local e mantiveram funcionários sob controle por cerca de seis horas.

Durante o período, os criminosos interromperam o fornecimento de energia da fábrica e retiraram grande quantidade de cabos elétricos e componentes da rede industrial. O prejuízo estimado pela empresa ultrapassa R$ 500 mil.

A apuração identificou que uma van era utilizada para transportar o material retirado do local em várias viagens. Outro integrante utilizava um veículo SUV para acompanhar a movimentação da região, realizar a escolta do transporte e oferecer suporte durante a fuga.

Investigações apontam atuação em cidades da Bahia

O mesmo padrão de atuação foi identificado em ocorrências registradas contra empresas de Feira de Santana, Simões Filho, Dias d’Ávila e Camaçari. Segundo a Polícia Civil, os crimes apresentavam características semelhantes: invasão planejada, restrição da liberdade das vítimas, retirada de materiais industriais específicos e utilização de veículos de apoio.

As diligências também apontaram que um dos integrantes utilizava uma motocicleta Honda XRE 300 com placa clonada para dificultar a identificação durante os deslocamentos.

Segundo o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM), delegado Moisés Damasceno, o grupo apresentava elevado nível de organização.

As diligências demonstraram que o grupo conhecia previamente a rotina das empresas, os horários de troca de turno, a ausência de vigilância privada durante a noite e a localização exata dos materiais de maior valor”, afirmou o delegado.

A Operação Cabo de Força reuniu 14 equipes policiais e foi coordenada pela Delegacia-Geral Operacional (DGO), por meio do Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM). As investigações são conduzidas pela 1ª Delegacia Territorial de Mata de São João, com apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP).

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