Câmara adia para 2026 votação da PEC da Segurança Pública após impasse sobre texto
Publicado em
Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies
Polícia
Por: Pesquisa Web
Ryan Gabriel, de apenas 4 anos, foi atingido no peito quando estava com o avô na calçada
Taiane Pereira da Silva, de 20 anos, chorava copiosamente na porta do Instituto Médico Legal (IML), no Centro, no final da manhã desta segunda-feira. Mãe do pequeno Ryan Gabriel Pereira dos Santos, de apenas 4 anos, que morreu após ser atingido por uma bala perdida, no Morro do Cajueiro, em Madureira, Zona Norte da cidade, neste Domingo de Páscoa, a jovem era amparada por familiares e não tinha condições de dar entrevista. Ela foi ao local liberar o corpo do filho. Avô do menino e enteado dela, Nilton do Amparo, de 48 anos, conversou com a reportagem de O DIA e falou sobre a tragédia que destruiu sua família.
"Era domingo de Páscoa, ninguém podia imaginar que isso poderia acontecer. Estava cheio de crianças na rua, inclusive na calçada onde eu estava com meu netinho", contou Nilton. Antes das 17h, o avô de Ryan Gabriel ouviu um tiro. Ele pegou o neto pelo braço para tentar protegê-lo. Foi quando percebeu que o disparou havia atingido o menino. O tiro entrou pelas constas e saiu pelo peito da criança.
"Nós estávamos conversando sobre quem era o tchutchuquinho de quem. Eu disse que ele era o meu e eu o dele. Então, ele falou que eu não era mais o tchutchuquinho dele. Eu contestei e falei: 'Se você não é meu tchutchuquinho, então quem vai dormir comigo?'. Aí, ele voltou atrás e falou que era meu tchutchuquinho sim. Agora, o que vou fazer sem ele?", questionou Nilton do Amparo.
Avô de sete netos, o homem afirmou que Ryan Gabriel, morador do Morro da Mangueira, era o mais apegado a ele. "Pedia pra ir à casa do avô no Cajueiro toda sexta-feira. Ele dormia entre eu e minha esposa na cama", ressalta. Após ser atingido pelo tiro, Ryan Gabriel foi socorrido ao Hospital Getúlio Vargas, na Penha, onde, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, chegou em estado grave. Após perder uma grande quantidade de sangue, ele chegou a ser submetido a uma cirurgia para reconstruir uma veia, mas, na noite de ontem, sofreu uma parada cardíaca e morreu.
Familiares contaram que o menino sonhava em ser soldado e estava esperando ansioso a chegada de uma moto infantil, que já era para ter sido entregue, mas que ainda não foi em função de problemas com a distribuição. A família está processando a loja. "Vai ter audiência agora no início de abril. Se ganharmos, não adianta de nada, pois não tivemos nem a oportunidade de ver esse sorriso no nosso tchutchuquinho. Ainda não há informações sobre o velório e do enterro do garoto.
A morte do menino Ryan Gabriel será investigada pelo delegado Niandro Ferreira, titular da 29ª DP (Madureira), que instaurou inquérito para apurar as circunstâncias em que o garoto foi baleado. Policiais civis realizam diligências para esclarecer o crime.
Protesto em Madureira
No início da tarde, moradores do Morro do Cajueiro interditaram os dois sentidos da Avenida Ministro Edgard Romero, uma das principais vias do bairro, na altura da Rua Leopoldino de Oliveira. Eles bloquearam a via com pneus e outros objetos e, de acordo com as primeiras informações, colocoram fogo em um ônibus. Ainda não há informações sobre feridos. A Polícia Militar foi acionada para o local. Segundo o Centro de Operações da Prefeitura, o tráfego é lento no trecho. O desvio, no sentido Vaz Lobo, deve ser feito pela Rua Oliva Maia.
Publicado em
Publicado em
Publicado em
Publicado em
Polícia
15/12/2025 19:00
Polícia
15/12/2025 14:00
Polícia
15/12/2025 11:45
Polícia
15/12/2025 09:48