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Apresentadora Maria Beltrão é criticada após ironizar ataques dos EUA à Venezuela ao vivo na TV Globo

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Apresentadora Maria Beltrão é criticada após ironizar ataques dos EUA à Venezuela ao vivo na TV Globo

Comentário feito durante o programa “É de Casa” foi visto por internautas como desrespeitoso diante da gravidade do conflito e gerou forte repercussão nas redes sociais

Por: Camaçari Notícias

Foto: Reprodução

A apresentadora Maria Beltrão, um dos nomes mais conhecidos do jornalismo da TV Globo, tornou-se alvo de críticas nas redes sociais após um comentário feito durante a edição do programa “É de Casa”, exibido na manhã do último sábado (3). Internautas acusaram a jornalista de ironizar uma situação de extrema gravidade: os ataques militares dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

O episódio ocorreu quando a Globo interrompeu a programação para noticiar a ação militar promovida pelo governo norte-americano. Diante da relevância do fato, a emissora acionou o jornalista Alan Severiano, apresentador do “Jornal Hoje”, para trazer mais informações ao público.

Antes de passar a palavra ao colega, Maria Beltrão fez um comentário que repercutiu negativamente. “Sábado superquente. Alan, eu posso dizer que teve chefe de Estado que não dormiu nessa madrugada, né?”, afirmou a apresentadora, rindo, em referência direta ao sequestro de Maduro.

A fala foi interpretada por muitos telespectadores como inadequada e desrespeitosa, já que envolvia um episódio de violência internacional, com ataques militares e possíveis consequências humanitárias. Nas redes sociais, usuários acusaram a jornalista de tratar com deboche um tema sensível e de grande impacto geopolítico.

Além das críticas ao comentário feito no ar, parte dos internautas resgatou o histórico familiar de Maria Beltrão. Ela é filha do economista Hélio Beltrão, que foi ministro do Planejamento durante a ditadura militar brasileira, nos governos de Costa e Silva, da junta militar de 1969 e de João Figueiredo.

Hélio Beltrão foi um dos signatários do Ato Institucional nº 5 (AI-5), considerado o período mais duro do regime militar, marcado pelo fechamento do Congresso, suspensão de direitos políticos, censura à imprensa e intensificação de prisões, torturas e assassinatos de opositores do regime. Um dos casos mais emblemáticos desse período foi o assassinato do ex-deputado Rubens Paiva, retratado recentemente em filme dirigido por Walter Salles.

Até o momento, Maria Beltrão e a TV Globo não se pronunciaram oficialmente sobre as críticas. O episódio reacendeu debates nas redes sociais sobre a responsabilidade de comunicadores ao tratar de conflitos internacionais e episódios de violência ao vivo na televisão.

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