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Sem acordo com MP-BA, Flávio José mantém posição e pode cancelar shows na Bahia

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Sem acordo com MP-BA, Flávio José mantém posição e pode cancelar shows na Bahia

Reunião entre cantor e Ministério Público terminou sem consenso sobre valor dos cachês para os festejos juninos

Por: Camaçari Notícias

Foto: Ícaro Soares/GOVBA

A reunião entre o cantor Flávio José e o Ministério Público do Estado da Bahia terminou sem acordo sobre os valores dos cachês contratados por municípios baianos para os festejos juninos de 2026. O encontro foi realizado na segunda-feira (8) e tinha como objetivo buscar um entendimento entre as partes após o artista ameaçar cancelar todas as apresentações previstas no estado.

Em entrevista ao portal A TARDE, a promotora Rita Tourinho afirmou que o cantor não aceitou nenhuma das propostas apresentadas durante a negociação.

“Ele não aceita reduzir nenhum real do contrato dele”, declarou a promotora. Segundo ela, a postura do artista dificulta a atuação do órgão, que já firmou entendimentos semelhantes com outros nomes consagrados da música nordestina.

De acordo com Rita Tourinho, artistas como Adelmário Coelho, Amado Batista, Elba Ramalho e Alceu Valença já sinalizaram concordância com os parâmetros propostos pelo Ministério Público para adequação dos contratos.

A promotora também revelou que sugestões de ajuste chegaram a ser apresentadas pelo próprio representante de Flávio José, mas não foram aceitas pelo artista. “Nós sentimos muito. Sabemos a importância de Flávio José. E não houve nenhuma medida judicial envolvendo Flávio, mas ele entende que não vai tocar na Bahia em função disso. Nós fizemos todos os esforços que podíamos fazer”, afirmou.

O MP-BA vem encaminhando recomendações a prefeituras baianas para que as contratações de atrações artísticas observem critérios definidos pela instituição e pelos tribunais de contas. A orientação é que os municípios utilizem como referência a média dos cachês pagos em 2025, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com o objetivo de evitar aumentos considerados excessivos em contratos custeados com recursos públicos.

Segundo o órgão, houve uma escalada significativa nos valores das contratações artísticas nos últimos anos. A média dos contratos para os festejos juninos teria passado de cerca de R$ 200 mil para aproximadamente R$ 700 mil nas últimas quatro edições do evento.

Até o momento, mais de 100 municípios receberam recomendações do Ministério Público, incluindo cidades que anunciaram a contratação de Flávio José por cachês de R$ 350 mil — valor R$ 100 mil superior ao praticado pelo artista no ano anterior.

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