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Spotify remove 500 mil reproduções de música após suspeita de manipulação por bots

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Spotify remove 500 mil reproduções de música após suspeita de manipulação por bots

Faixa de Malcolm Todd chegou ao topo do ranking diário da plataforma, mas perdeu posições após investigação identificar execuções artificiais

Por: Camaçari Notícias

Foto: Freepik

Uma música que surpreendeu ao liderar o ranking das faixas mais reproduzidas do Spotify nos Estados Unidos acabou se tornando alvo de uma investigação por suspeita de manipulação de audiência. A plataforma de streaming removeu mais de 500 mil reproduções da canção "Earrings", do cantor americano Malcolm Todd, após identificar o uso de bots para inflar artificialmente os números de execução.

De acordo com informações divulgadas pelo Financial Times, a música registrou um crescimento repentino de aproximadamente 70% nas reproduções entre a noite de domingo (28) e a manhã de segunda-feira (29). O aumento expressivo levou a faixa ao primeiro lugar da parada diária do Spotify nos Estados Unidos, superando artistas de grande alcance internacional.

O desempenho atípico chamou a atenção por coincidir com um elevado volume de apostas na plataforma de mercado de previsões Kalshi. Na semana anterior, usuários haviam apostado que Malcolm Todd teria a música mais ouvida do Spotify no país durante o mês de junho. Com a chegada da faixa ao topo do ranking, alguns participantes obtiveram retornos equivalentes a cerca de 20 vezes o valor investido.

Diante das suspeitas, o Spotify iniciou uma apuração interna e constatou que centenas de milhares de reproduções foram geradas por programas automatizados, conhecidos como bots, utilizados para aumentar artificialmente a popularidade de conteúdos digitais.

Após a exclusão das execuções consideradas fraudulentas, a plataforma atualizou o ranking na quarta-feira, rebaixando "Earrings" da liderança para a quarta colocação entre as músicas mais reproduzidas nos Estados Unidos. Apesar da correção, os apostadores que haviam acertado a previsão já tinham recebido seus pagamentos.

Em resposta ao episódio, o Spotify informou que entrou em contato com as plataformas Kalshi e Polymarket para solicitar a retirada de seu logotipo dos sites e reforçar que não possui qualquer parceria comercial com as empresas.

Por meio de nota, a porta-voz da Kalshi, Elisabeth Diana, afirmou que a companhia está colaborando com as investigações conduzidas pelo Spotify. Já a plataforma de streaming destacou que enfrenta regularmente tentativas de manipulação e que dispõe de sistemas capazes de identificar reproduções artificiais, impedindo que royalties sejam pagos com base em execuções fraudulentas.

Segundo o Financial Times, não há evidências que indiquem o envolvimento de Malcolm Todd ou de integrantes de sua equipe no esquema responsável pelo aumento artificial da audiência da música.

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