Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Notícias

/

Tecnologia

/

Especialistas alertam: IA vai redesenhar quase um terço dos empregos nos próximos anos

Tecnologia

Especialistas alertam: IA vai redesenhar quase um terço dos empregos nos próximos anos

Especialistas em mercado de trabalho analisaram os impactos da inteligência artificial durante fórum global.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Freepik/Banco de imagens

A inteligência artificial (IA) está transformando profundamente o mercado de trabalho, alterando a forma como tarefas são realizadas e exigindo cada vez mais investimentos em qualificação e redesenho de funções, segundo informações da Folhapress, com base na Global Labor Market Conference, realizada nessa segunda-feira (26) na Arábia Saudita.

Stefano Scarpetta, diretor de Emprego, Trabalho e Assuntos Sociais da OCDE, estima que quase 30% dos empregos sofrerão mudanças significativas com a IA, e que mais de 50% das tarefas desses cargos podem ser automatizadas. “Não há setor que não seja ou não será impactado pela tecnologia”, afirma.

A velocidade da mudança é recorde: nos últimos três anos, mais da metade dos adultos já usou o ChatGPT, em um período três vezes menor do que o necessário para popularizar o computador pessoal e metade do tempo da internet. Apesar das previsões pessimistas sobre o fim do trabalho, Scarpetta ressalta que o emprego ainda está em níveis elevados em muitos países e que empresas que adotaram a IA não reduziram suas equipes.

Leila Hoteit, do Boston Consulting Group, aponta dois cenários: um otimista, em que a IA cria novas funções; e outro, em que os ganhos de produtividade ficam concentrados em poucas empresas, reduzindo o número de funcionários.

Segundo Mohammad Alomair, CEO da Elm, o foco está migrando de “empregos” para “tarefas”, com funções híbridas que combinam julgamento humano e capacidade da IA. “A IA deve apoiar a decisão humana, não substituí-la”, destaca.

Girish Ganesan, da S&P Global, alerta que o maior desafio é definir cargos iniciais no mercado de trabalho, já que funções mais burocráticas estão sendo automatizadas. Scarpetta critica ainda a baixa oferta de qualificação em IA: apenas 0,3% a 5% dos programas na OCDE são voltados para a tecnologia, e a maioria foca em desenvolvimento, não no uso prático pelo trabalhador.

Especialistas de plataformas de ensino online reforçam a necessidade de requalificação. Kai Roemmelt, da Udacity, destaca que a familiaridade do público com a tecnologia acelera a adaptação. Anthony Saucito, da Coursera, aponta crescimento de 300% nas matrículas em cursos de IA generativa e prevê mais de 7 mil novos conteúdos multilingues nos próximos meses, ampliando o acesso global.

O consenso é que a IA não extinguirá empregos, mas exigirá colaboração entre governos, empresas e instituições de ensino para preparar trabalhadores para funções transformadas, garantindo que a tecnologia complemente, e não substitua, o trabalho humano.

Siga o CN1 no Google Notícias e tenha acesso aos destaques do dia.    

Relacionados