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Governo Trump vê Pix como desafio para gigantes americanas de cartões de crédito

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Governo Trump vê Pix como desafio para gigantes americanas de cartões de crédito

Relatório da Casa Branca de 2026 aponta que sistema de pagamentos instantâneos e barreiras comerciais no Brasil prejudicam empresas dos EUA.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O governo dos Estados Unidos apontou o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, o Pix, como um fator que coloca em desvantagem empresas americanas do setor de cartões de crédito, como Visa e Mastercard.

Segundo o Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026, divulgado esta semana pela Casa Branca, instituições financeiras com mais de 500 mil contas são obrigadas a adotar o Pix, o que, na visão do documento, poderia indicar tratamento preferencial por parte do Banco Central (BC) do Brasil. Embora o relatório não mencione o Pix nominalmente, ele cita ‘serviços de comércio digital e pagamento eletrônico’ oferecidos pelo Brasil.

A análise representa um endurecimento da postura da gestão de Donald Trump em relação às práticas brasileiras no comércio digital e nos pagamentos eletrônicos, monitoradas desde julho de 2025.

Além das críticas ao sistema de pagamentos, o relatório lista diversos entraves que, segundo Washington, comprometem a competitividade de empresas dos EUA no Brasil, abrangendo setores que vão da mineração à tecnologia. No campo ambiental e extrativista, o documento destaca que a extração ilegal de madeira atinge 90% da produção na Amazônia e que 28% do ouro minerado no país é ilícito, criando competição desigual para companhias que seguem normas ambientais e trabalhistas rigorosas.

No setor de tecnologia, os americanos apontam preocupações com o PL dos Mercados Digitais, que prevê multas de até 20% do faturamento global das empresas, afetando majoritariamente grupos norte-americanos. O relatório também menciona falhas na aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e atrasos na nomeação de encarregados de proteção de dados (DPOs), responsáveis pela segurança das informações.

Em infraestrutura e comunicações, o estudo americano destaca a desigualdade na exploração do mercado de satélites, com empresas estrangeiras tendo direitos limitados de operação por 15 anos, enquanto entidades brasileiras garantem exclusividade. Por outro lado, registra que o Ministério das Comunicações abandonou, no final de 2024, a proposta de cobrança de taxas de rede para plataformas digitais.

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