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Conselheiro do Palmeiras se afasta por 90 dias após virar alvo de investigação da Polícia Federal

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Conselheiro do Palmeiras se afasta por 90 dias após virar alvo de investigação da Polícia Federal

João Carlos Mansur é investigado na Operação Carbono Oculto, que apura suspeitas de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro por meio de fintechs.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Divulgação

O conselheiro do Palmeiras, João Carlos Mansur, pediu afastamento temporário de suas funções no clube pelo período de 90 dias nesta sexta-feira (20), após se tornar alvo de uma investigação da Polícia Federal por suspeita de envolvimento em fraudes financeiras.

Além do Conselho Deliberativo, Mansur também se licenciou do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), órgão responsável por acompanhar as contas e a gestão financeira do clube. A decisão ocorre em meio à Operação Carbono Oculto, que apura a existência de um suposto esquema de emissão de créditos fraudulentos e estruturas de lavagem de dinheiro ligadas ao crime organizado por meio de fintechs.

Segundo informações internas, membros do conselho pressionavam pelo afastamento do dirigente para evitar que o nome do Palmeiras fosse associado às investigações enquanto o caso segue em andamento. Mansur é fundador da empresa Reag Investimentos e já havia renunciado ao cargo de presidente da companhia em setembro de 2025, logo após a operação policial ganhar repercussão nacional.

Pressão política dentro do clube

Nos bastidores do clube, a permanência do conselheiro vinha causando desconforto entre dirigentes e conselheiros desde o fim do ano passado. Considerado uma figura influente na política interna alviverde e o conselheiro mais votado da história do COF, Mansur optou pela licença temporária alegando a necessidade de tratar de questões pessoais e jurídicas.

Como desdobramento das investigações, o Palmeiras também rescindiu o contrato de patrocínio com o grupo Fictor, empresa citada na apuração da Polícia Federal e que entrou com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo.

O acordo previa cerca de R$ 30 milhões por temporada e teria duração de três anos, com exposição da marca nas camisas do time profissional e das categorias de base. As empresas do grupo informaram dívidas superiores a R$ 4,2 bilhões e solicitaram à Justiça a suspensão de execuções e bloqueios por um período inicial de 180 dias.

O clube ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas acompanha o andamento das investigações.

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