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Esporte
Ministro do Esporte confirma ausência devido ao agravamento da guerra no Oriente Médio; Iraque surge como principal favorito para herdar a vaga asiática no Mundial.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Reprodução / Fifa
O ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyaamali, confirmou oficialmente nesta quarta-feira, 11, que a seleção iraniana não participará da Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, Canadá e México. A decisão é um reflexo direto do agravamento do conflito no Oriente Médio, que resultou no assassinato do líder supremo do país, Ali Khamenei. A desistência em cima da hora força a Fifa a tomar uma decisão célere sobre o destino da vaga deixada pela equipe.
De acordo com o regulamento da entidade (artigo 6.7), a Fifa possui total arbitrariedade para decidir como substituir uma seleção desistente ou realizar ajustes nos grupos da competição. A tendência mais forte, no momento, é que a vaga seja mantida para o continente asiático, respeitando o sistema de cotas que destina oito vagas diretas para a Ásia. Nesse cenário, a seleção do Iraque desponta como a principal favorita para assumir o posto, já que atualmente está classificada para a repescagem mundial.
Contudo, a definição da vaga direta para o Iraque depende do desenrolar da própria repescagem. Caso a Fifa aguarde a final do torneio classificatório — onde os iraquianos devem enfrentar o vencedor do confronto entre Bolívia e Suriname — e o Iraque conquiste a vaga em campo, uma outra seleção teria de herdar o lugar extra deixado pelo Irã. Se a escolha for pelo ranking da Fifa dentro do continente, os Emirados Árabes Unidos (68º colocado) aparecem como alternativa logo após o Iraque (58º).
Outras possibilidades também estão na mesa da entidade máxima do futebol. Uma delas é conceder a vaga à República Democrática do Congo, que ocupa a 48ª posição no ranking global e é finalista da repescagem, o que a tornaria a seleção mais bem ranqueada entre as que ainda buscam a classificação. Há ainda a hipótese de o adversário do Iraque na final da repescagem (Bolívia ou Suriname) ser classificado automaticamente, caso os iraquianos sejam promovidos à vaga do Irã antes da disputa da final.
O anúncio da desistência gera um impacto político e esportivo sem precedentes. Enquanto o governo iraniano foca suas atenções no cenário de guerra e na sucessão interna após a morte de Khamenei, as federações internacionais aguardam o pronunciamento oficial da Fifa. A entidade deve detalhar nos próximos dias o critério técnico que será adotado para preencher a lacuna no maior evento esportivo do planeta, garantindo o equilíbrio técnico dos grupos já sorteados.
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