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Ancelotti diz que eliminação marca início de novo ciclo da Seleção e projeta Brasil rumo à Copa de 2030

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Ancelotti diz que eliminação marca início de novo ciclo da Seleção e projeta Brasil rumo à Copa de 2030

Treinador lamentou derrota para a Noruega.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 não representa o encerramento do trabalho de Carlo Ancelotti. Após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, nesse domingo (5), o treinador italiano afirmou que o momento deve servir como ponto de partida para a construção da equipe que disputará a Copa do Mundo de 2030.

Em entrevista coletiva, Ancelotti reconheceu a frustração pelo resultado, mas avaliou que o Brasil fez uma campanha consistente e sustentou que a equipe criou oportunidades suficientes para avançar às quartas de final.

“É óbvio que estamos profundamente tristes, porque acho que o time até agora não fez um Mundial espetacular, mas um bom Mundial. Acho que no jogo de hoje poderia ganhar. E quando acontece um momento assim, você tem que pensar que uma derrota é uma nova aventura, uma nova temporada. Temos que continuar trabalhando, melhorando, encontrar novas ideias. Eu acho que não é o fim, é o princípio de um novo ciclo.”

O técnico também explicou a decisão de colocar Bruno Guimarães como responsável pela cobrança do pênalti desperdiçado ainda no primeiro tempo. Segundo ele, a escolha foi baseada em estudos realizados pela comissão técnica sobre o desempenho dos cobradores.

“Fizemos uma estatística de um ano dos jogadores rivais e também dos nossos. O melhor na Seleção era Neymar, Igor Thiago, Raphinha e depois Bruno Guimarães. Escolhemos o Bruno porque entendemos que era o melhor cobrador que estava em campo.”

Ao analisar o desempenho diante da Noruega, Ancelotti afirmou que a Seleção controlou boa parte da partida, criou diversas chances de gol e buscou alternativas com as substituições para manter o ritmo ofensivo.

“Acho que fizemos um bom jogo. Tivemos muitas oportunidades no primeiro tempo e também no segundo, quando a partida ainda estava 0 a 0. As substituições foram para dar mais frescor, mais profundidade e tentar ganhar o jogo.”

O treinador também fez um balanço da experiência no comando da equipe durante o Mundial, agradeceu o comprometimento do elenco e destacou que o resultado não refletiu, na visão dele, o esforço apresentado em campo.

“É uma experiência, pela minha parte, de desilusão. Porque estávamos muito tristes, mas foi uma experiência bonita, nós criamos um bom grupo, agradecer aos jogadores que trabalharam muito bem, que criaram um bom ambiente. Mas nem sempre no esporte tudo está perfeito. Eu acho que o esforço de hoje não se merecia perder, mas temos que avaliar também o time rival que tem e que temia, e como já disse, ontem jogadores muito bons que marcaram a diferença.”

Na sequência, Ancelotti comentou a estratégia adotada diante da equipe norueguesa e ressaltou que o confronto esteve sob controle durante grande parte do tempo, até a entrada decisiva de Erling Haaland.

“A gente sabia que eles poderiam jogar com esse estilo. Eles tentaram manter a intensidade do jogo baixa, uma posse de bola, uma dificuldade para pressionar alto. Obviamente, a gente também não queria pressionar alto. Por 70 minutos, o jogo estava sob controle. Depois disso, o Haaland já apareceu e decidiu o jogo.”

Com a derrota, o Brasil encerrou sua participação na Copa do Mundo de 2026 ainda nas oitavas de final. Apesar da eliminação, Ancelotti deixou claro que pretende dar sequência ao trabalho à frente da Seleção, tendo como principal objetivo a preparação da equipe para o próximo ciclo mundial.

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