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A CBF sem comando e o futebol brasileiro

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A CBF sem comando e o futebol brasileiro

Por: Sites da Web

A Confederação Brasileira de Futebol está um caos. A frase parece até não ser tão nova se pensarmos que os últimos três presidentes da entidade, Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero estão envolvidos no maior escândalo de corrupção do futebol mundial da história. Enquanto Marin está preso, os outros dois dirigentes ainda estão sendo investigados pela Justiça dos Estados Unidos.


Licenciado da CBF, Del Nero passou o bastão para Antonio Carlos Nunes de Lima, o coronel Nunes, pior espécie de gestor possível para uma instituição que controla o esporte mais apaixonante do povo brasileiro. Nunes não tem conhecimento suficiente para estar no cargo e, por incrível que pareça, não sabe o motivo de estar ali. Atualmente, só assina a papelada e escuta as ordens de Del Nero. Jamais terá autonomia para demitir Dunga do comando da Seleção Brasileira, por exemplo.


O nome mais forte da instituição agora é Walter Feldman, secretário geral, mas que também não tem poder suficiente para fazer uma mudança tão significativa no futebol. Fora da zona de classificação para a Copa de 2018, na Rússia, a Seleção, dentro de campo, é diretamente influenciada pela falta de organização fora dele.Dunga não é querido por boa parte do grupo de jogadores e isso ficou evidenciado após o empate em 2x2 com o Paraguai, pela sexta rodada das Eliminatórias na América do Sul. O lateral-direito e baiano Daniel Alves, em entrevista, nas entrelinhas, deu o recado do grupo de jogadores. “Não se trata de estar contente ou infeliz. Se estamos aqui, temos que abraçar a causa”, afirmou o jogador do Barcelona.


Craque, capitão e camisa 10 do Brasil, Neymar também deixa claro a sua falta de comprometimento com o atual treinador. Depois do empate em 2x2 com o Uruguai, quando foi liberado da delegação por estar suspenso para a partida seguinte, o jogador foi para uma festa com os amigos e não fez questão de esconder de ninguém. Dos últimos dez jogos da Seleção, Neymar participou de apenas cinco. Ficou fora dos outros sempre por suspensão...E aí voltamos ao problema inicial. A Seleção não pode escolher entre Dunga e Neymar, afinal, não há ninguém com autoridade suficiente para tomar tal atitude. Enquanto isso, o treinador ganhou o ultimato para a Copa América Centenário, nos Estados Unidos, que começa no dia 3 de junho. Caso o desempenho não seja satisfatório, Dunga será demitido e não comandará a equipe nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto.


Nos bastidores, a confederação, por intermediários, tenta iniciar uma conversa com o técnico Tite, do Corinthians, quase uma unanimidade entre os torcedores brasileiros. Com personalidade forte, no entanto, o treinador gaúcho já avisou não compactuar com a atual conjuntura da CBF e, por isso, estaria bem distante de aceitar uma proposta. O argentino Jorge Sampaoli, ex-técnico da seleção chilena campeã da Copa América, foi oferecido através de um representante, mas o nome nem chegou a ser cogitado.

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