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Tiago Real corre contra o tempo para reforçar o Vitória nas finais do Baiano

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Tiago Real corre contra o tempo para reforçar o Vitória nas finais do Baiano

Por: Sites da Web

 

Tiago Real completa hoje um mês sem tocar na bola. O meia lesionou a coxa no dia 19 de março, durante a derrota por 1x0 para o Flamengo de Guanambi, no estádio Dois de Julho, no primeiro jogo das quartas de final do Campeonato Baiano.De lá pra cá, ele está vivendo uma rotina que já não recordava mais. Sua última lesão muscular havia sido em 2010, quando ainda defendia o Coritiba, clube que o revelou. Desacostumado a frequentar o departamento médico, Real não esconde a irritação por estar longe dos gramados.


Paizão dedicado, ele ganha conforto nos carinhos da filha Júlia, de apenas um ano. Ausente no time e mais presente em casa, o jogador se emocionou ao ver os primeiros passos da pequena há três semanas. Foi com ela nos braços que Tiago Real recebeu o CORREIO no condomínio onde mora, na Paralela. Na entrevista exclusiva, o meia prevê que estará à disposição do técnico Vagner Mancini para as finais do estadual. Um novo exame, que será realizado amanhã, vai indicar se isso será mesmo possível.


Qual é a previsão para o seu retorno aos gramados?
Eu já estou na parte final. Já era pra eu ter ingressado na transição, que é a passagem do departamento médico para o campo, mas na terça passada eu fiz um exame e ele ainda acusou um pouco de edema. Nessa terça (amanhã) eu devo fazer um novo exame para concretizar que o edema sumiu. Já queria estar à disposição para o primeiro jogo da final (do Baiano) e estou trabalhando isso na minha cabeça, mas vai depender da minha evolução, do edema desaparecer totalmente, da opinião dos médicos e fisioterapeutas. Da minha parte, estou bem convicto e motivado a voltar para o primeiro jogo da final.


Você não costumava frequentar o departamento médico. Como está a nova rotina?
Está sendo terrível. Ficar fazendo tratamento numa maca e inativo foge do que eu estou acostumado e mexe muito comigo, me deixa muito mal. Inclusive tenho conversas diárias com os fisioterapeutas, eles tentam trabalhar minha parte emocional, pois tem dia que eu chego e nem quero falar com ninguém. Pra mim é muito triste. Ficar fora é ruim.


Como o convívio com a sua filha está ajudando na recuperação?
O filho é uma motivação quando você está em atividade e é um conforto nos momentos de lesão ou quando está chateado porque perdeu o jogo. Você abre a porta de casa e ela te dá a mãozinha e um sorriso, corre nos teus braços. Você esquece qualquer problema. Eu estou com quase um mês da lesão e estou bem chateado, porque é algo que eu não vivia há muito tempo. Eu estou acostumado a sempre estar jogando e isso me deixa chateado, mas quando eu chego em casa e vejo esse docinho... Ela me faz esquecer. A minha casa já é uma fortaleza muito grande pra mim e, depois que ela veio, se tornou ainda maior.


Você era titular. Perder a vaga no time te preocupa?
Isso é relativo. Às vezes, você pode estar jogando, mas se não estiver atuando num nível bom, você vai sair do time também. Claro que, ficando fora, você acaba perdendo um pouco de espaço, é natural, acontece, pois o time cria outras alternativas, jogadores que não vinham jogando vão tendo oportunidades, sequência de jogo e o time vai se encaixando com aqueles jogadores. Eu sei que vou ter que ralar pra caramba pra reconquistar meu espaço e isso pra mim é tranquilo.


Vai ser uma briga boa com o Leandro Domingues? Como você imagina o meio do Vitória?
O Mancini vai ter uma boa dor de cabeça, com certeza. Falta posição para tantos jogadores de qualidade. Vou deixar para o Mancini, não quero opinar, mas eu tenho a vantagem de fazer várias funções. Eu já joguei como volante, como terceiro homem de meio, como quarto, aberto como falso atacante e, pra mim, é tranquilo fazer qualquer função. Aí vai depender do que o time encaixar melhor e do que os jogos vão demonstrar. Tô supertranquilo. O importante é eu estar bem para competir e jogar bem. Como o time vai ser desenhado vai depender dos outros companheiros e do desenho tático.


Você ainda não jogou com Kieza no Vitória. Está com saudade de reeditar a parceria do Bahia?
Tenho conversado com o Kieza quase diariamente. Espero fazer o mesmo nível de atuação que a gente já teve e ainda melhorar. É um cara que eu tenho um carinho enorme. Pra mim é um dos melhores atacantes que tem hoje no Brasil. É inteligentíssimo pra jogar, tem recurso com as duas pernas, cabeceio, é um cara que me dou muito bem, conheço a movimentação dele e acho que a gente tem muita coisa boa pra fazer nesse ano. Tô ansioso pra reencontrar ele dentro de campo, agora no Vitória.


O primeiro jogo das semifinais do Baiano estão indicando Ba-Vi na final. Como esse possível clássico mexe com você?
É difícil a gente já falar em Ba-Vi. Do lado de lá eles ainda têm o Fluminense e a gente tem a Juazeirense, que demonstrou ser um time perigoso. Primeiro, a gente precisa cravar isso pra depois pensar nisso, mas Ba-Vi é sempre muito especial, a cidade se mobiliza, a família liga. Se for numa final, vai ser especial e com certeza serão dois grandes jogos e com casa lotada. É um jogo que faz com que você direcione todo o seu pensamento e energia pra aquilo alí. E tem a mística. Eu já disputei clássico em vários lugares e aqui é bem diferente.  Tomara que dê certo e dê esse clássico na final, porque vão ser dois jogaços e quero estar dentro deles.

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